in Recrutamento, Recursos Humanos

Peso do Passado no Recrutamento

Qualquer processo de recrutamento passa obrigatoriamente por uma visita às redes sociais se não seja mais para ver o que os possíveis candidatos fazem nos seus tempos livres.

Existe uma inteira geração que vai se arrepender de ter colocado demasiada informação privada on-line, incluindo noites de grandes bebedeiras, o ocasional charrito – tudo que supostamente faria parte do passado de muitos – só que podem agradecer, ou não, ao Google cache pois as informações on-line não desaparecem com um simples “delete profile”. Após uma visita quase de relâmpago a sites como o MySpace e Hi5, o próximo passo e algo merecedor de uma maior analise, vem o LinkedIn.

O maior crescimento tem sido na área de recrutamento e recursos humanos pela própria dinâmica do site e a aproximação de um CV/Resume on-line com outras funcionalidades tais como referências. As referências são uma parte integral do site e de qualquer processo de recrutamento sendo que no caso de LinkedIn, as referências estão ligadas ao perfil de quem as escreveu podendo assim ver qual a autoridade e/ou nível de responsabilidade de quem elogia o trabalho de outros.

É de facto difícil falsificar uma referência tendo que assim falsificar um perfil que deverá por si ter as suas ligações reais. Para ter alguma credibilidade deverá existir outras referências se não a de quem referenciou. Não se trata simplesmente de abrir uma conta de mail nova e adicionar informações fictícias a um perfil como outras comunidades. O processo é demasiado transparente e interligado para que nem o menos atento não veja algo estranho perante um perfil falsificado.

As referências legitimam as atribuições pessoais de habilidade funcional ajudando assim ao entrevistador compreender o que fez mesmo, quando e como na criação de valor no passado. Não é de estranhar então que existe mesmo uma ferramenta para procurar referências, sejam elas através de testemunhos no próprio perfil do candidato ou através de uma pesquisa da empresa onde o mesmo trabalhou para encontrar quem lá trabalha ou trabalhou durante o mesmo período. Como as referências fornecidas pelo candidato são normalmente glorificadas.

A questão de referências não se aplica só ao candidato. Para todos os efeitos não só o candidato como quem a entrevista tem, ou por menos deveriam ter, o mesmo objectivo de saber o máximo possível sobre o outro. O processo de recrutamento é tão importante para quem contrato como para quem é contratado, podendo em ambas as partes, ocorrer-se em riscos. E da mesma forma que nem sempre o candidato pode ser completamente franco, a empresa poderá não estar tão bem nem oferecer as tais condições supostamente dadas como dado adquirido.

Ao conhecer quem o vai entrevistar, pode se estar a colocar em clara vantagem podendo assim rapidamente entrar em harmonia com o entrevistador – basta só saber um pouco mais sobre o seu passado, com quem se dá e de que forma (muitos ou poucos contactos poderá indicar uma pessoa reservada, cautelosa ou aberta).

A oportunidade de encontrar uma pessoa que já ocupou esse mesmo lugar pode mais uma vez provar-se indispensável especialmente se verificar o número de candidatos que aplicaram ao mesmo posto – toda a ajuda é benéfica.

Uma das mais recentes utilidades a ser adicionada ao LinkedIn, mesmo que já exista algum tempo, é a secção de respostas permitindo ao membro que coloque uma questão relacionada com negócios não só à sua comunidade imediata como todo o resto dos membros. O sistema funciona com a premissa que a qualidade de respostas tem a ver com o facto de colocar a pergunta perante uma comunidade que reconhece o valor do serviço em torno de um fórum aberto com pouca informação de quem responde à questão.

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