in Twitter

Twitter Politics

Desde as opiniões de políticos a um relato ao segundo de cada jogo de futebol, apontado por muitos como a força por detrás das revoluções vividas na Tunisia, Egipto e Bahrain, Twitter, o site de micro-blogging, mudou profundamente a forma como comunicamos.

Ao celebrar o seu 5º Aniversário em Março deste ano, será que as 190 milhões de pessoas que enviam 65 milhões de mensagens cada dia está para ficar? Mas mesmo que o Twitter não tenha sido o catalisador das alterações profundas nos países que vivem sobre a ditadura há mais de 20 anos, algo é certo – Twitter faz parte integrante da revolução de Social Media, completamente integrado nos meios tradicionais de comunicação incluindo todos os meios jornalísticos.

Os rumores do interesse de Facebook e Google só fortalecem a sua posição e importância no nosso quotidiano. E mesmo que não passem de rumores, algo é inegável – o status, a afamada frase que o utilizador publica revelando o que pensa naquele momento, está agora presente no Facebook, LinkedIn e muitas outras redes sociais.

Independentemente de continuar a perder dinheiro, a avaliação mais recente coloca o site de 5 anos com uma valorização de €7.3 biliões, dois meses após a sua outra avaliação de €2.7 biliões (resultado do financiamento de €146 milhões). Twitter tornou-se assim, uma das mais poderosas e valiosas propriedades online.

A sua simplicidade e originalidade são as suas mais fortes qualidades, podendo qualquer pessoa emitir uma opinião sem que tenha que fazer mais nada. O primeiro Tweet foi transmitido a 21 de Março de 2006 quando Jack Dorsey, um software engineer, enviou esta mensagem aos seus colegas:

First Tweet

Um ano depois, no festival de música e filme South by Southwest, tweets (as mensagens de 140 caracteres enviadas através do Twitter) despararam de 20,000 para 60,000 por dia – Twitter tornou-se assim mainstream.

Depois foi a vez das celebridades abraçarem esta nova forma de comunicar para as massas com o Ashton Kutcher e a Oprah a tentarem chegar ao 1 milhão de seguidores. Outros como Lady Gaga, e logo a seguir, Justin Bieber, contribuíam para um crescimento acentuado do serviço – Justin Bieber representava o ano passado, 3% do trafego total no Twitter necessitando de servidores dedicados para sobreviverem aos picos cada vez que Bieber decidia agradecer às fãs ou simplesmente desejar um bom dia à sua comunidade de seguidores(as).

Twitter rapidamente deixou a sua adolescência durante as eleições presidenciais no Irão em 2009 mais recentemente responsável por dar voz aqueles que se fartavam da dictadura e dos problemas sociais nos seus países. O seu poder é sentido pelo mundo – China bloqueia o serviço.

Mas o seu futuro não está assegurado. MySpace, Friendster e SecondLife já praticamente fazem parte do passado tendo gozado o hype que Twitter e Facebook gozam presentemente. Facebook e Google revelaram que não é necessariamente obrigatório ter um modelo de negócios definido no inicio – por menos quando se tem o numero de utilizadores que cada este serviço tem. Algo é certo – Twitter ocupa um lugar importante na forma como comunicamos hoje.

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