in YouTube

Rebecca Black

I say Rebecca Black is a genius and anyone telling her she’s cheesy is full of sh*t.
Lady Gaga

“It’s Friday, Friday…Gotta get down on Friday. I know everybody’s lookin’ forward to the weekend, weekend…”

Não só não é Sexta-feira como também certamente não seria desta forma que iria eu descrever o que penso das sextas-feiras.

São as letras da nova sensação da pop-nightmare Rebecca Black. Com apenas 13 anos, o seu vídeo Friday já foi visto por 60 milhões de vezes com 126,000 likes e mais de 1 milhão de dislikes!

O vídeo da Rebecca Black, que custou aos seus pais $2000 USD (Ark Music Factory), conseguiu ultrapassar o Bieber e a GaGa, rapidamente tornando-a a mais vista, e, infelizmente, odiada, pessoa na Internet – algo perverso e injusto para uma adolescente de 13 anos. Os pais devem estar orgulhosos com a sua decisão.

A celebridade no YouTube não é novidade, nem o facto que se tornou numa poderosa plataforma para lançar e cultivar o sucesso de artistas online. Vídeos de Justin Bieber não só captaram o interesse dos utilizadores como também (indiretamente) de Usher.

Mas no caso de Rebecca Black, a forma como o vídeo tornou-se viral é o que está a surpreender muitos. O sucesso e a fama são assim tão fáceis de engendrar, especialmente na era de social distribution? E porquê tanta atenção por parte dos media?

Este episódio é importante para quem procura perceber, e capitalizar, nas novas formas como new media é descoberto e distribuído. O que torna Rebecca Black importante, não é o conteúdo do seu vídeo mas o facto que as pessoas são agora a nova forma de distribuir.

Irónico então o Charlie Sheen resumir tudo isto numa só frase:

“We don’t hate Rebecca Black because she’s famous. She’s famous because we hate her.”

O odio verificado online, e especialmente através do Twitter é provavelmente o que faz com que empresas pensem várias vezes antes de pedir uma campanha viral. É que esta cultura de odio domina o Twitter tanto como a ajuda se verifica quando existe um terramoto no Japão.

Twitter é fantástico para disseminar noticias e organizar formas de acabar com ditaduras, mas também funciona eficientemente para dar cabo da reputação de qualquer um. O facto que o serviço obriga à partilha de frases com 140 ou menos caracteres, o resultado pode muitas vezes ser devastador.

Parece que quanto mais inseguro é a pessoa que envia o tweet, mais agressivo o mesmo é, e neste caso, outras adolescentes que se mostravam aos seus amigos, enviaram mensagens que eu próprio teria medo de receber.

O mais hilariante é o facto que muitos atacaram a Rebecca Black errada, na realidade, e com alguma ironia, grande parte deste ódio foi enviado diretamente a uma instrutora de etiqueta com o mesmo nome e que regularmente aparece na televisão Americana a falar sobre os méritos de um discurso civilizado. Quanto pior era o abuso enviado à senhora, mais ela respondia com elegância e diplomacia – algo que provavelmente os enraiveceu ainda mais.

Para uma detalhada analise tão ridícula como o sucesso de Friday, veja um vídeo onde tudo ficará explicado (ou não) – já com mais de 1 milhão de views.

httpv://www.youtube.com/watch?v=cqhiRRJ1vOk

Write a Comment

Comment