in Banca, Mobile

Square Mobile

Existe uma oportunidade de negocio que a maioria parece não estar a par. Simples – mobile internet está a passar por um período de crescimento sem precedentes, e qualquer pessoa com uma boa ideia tem a vantagem de começar no inicio de uma das maiores industrias de sempre – mobile. E ainda está na sua infância.

Num só ano, Apple já vendeu 120 milhões de aparelhos mobile (iPad, iPhone & iPod Touches). Morgan Stanley recentemente observou que a curva de crescimento de mobile internet é cerca de 12 vezes mais íngreme comparando com quando desktop internet foi lançado – e todos nós lembramo-nos do impacto que a Internet teve no negocio e na nossa vida pessoal. A velocidade de adopção de mobile Internet, diz Morgan Stanley, é uma autentica revolução “como nunca antes visto”.

Mas o dinheiro não está nos apps para smartphones, pelo menos no que estamos a referir. Está na possibilidade de chegar a biliões de utilizadores que se querem conectar através de SMS ou serviços mais antigos como o WAP.

A Industria Bancária é uma das que será mais afectados, e estranho que pareça, é a que exibe presentemente a menor preocupação com as mudanças globais. Em Quénia, por exemplo, M-Pesa é um negócio (com menos que 4 anos) que permite ao utilizador enviar e receber dinheiro através do telemóvel. Já é tão bem sucedido, substituindo assim os bancos no dia-a-dia, que um quarto de todo o GDP de Quénia passa agora pelo serviço – chama-se a isto, mudança em larga escala.

Há dois meses, Jack Dorsey, o co-fundador do Twitter, lançou um novo negócio Square, que permite a qualquer pessoa com um smartphone de enviar e receber pagamentos através de cartões de crédito com um simples leitor de cartões que liga ao seu smartphone. O sistema chega à Europa em 2012 e está previsto transações de acima de 1 bilião de USD até Junho de 2012. Nada mau, se tivermos em conta que ele recebe 2,75% de cada transação mais 15 cents.

Por outro lado, verificamos o crescimento acentuado de artigos virtuais negociados em mobile devices através de jogos como Farmville e Pet Society. Em 2010, o volume de transações em artigos virtuais foi de $1.6 biliões de USD – isto só em apps do iPhone.

O resultado, conforme Tomi Ahonen, um consultor mobile da Finlândia,

“isto é só o principio. Este é o maior crescimento na história económica do mundo, e ainda  está no inicio. Porque, embora ainda só tenha um valor de $1.1 triliões de USD neste momento, ou seja 10 vezes o tamanho de rádio, nas próximas duas décadas, o valor irá ultrapassar os $5 triliões de USD.”

Tomi Ahonen acabou de lançar um livro gratuito onde ele descreve as oportunidades em mobile. Pode-se ler que a Internet não mudou tudo mas chega a 1.7 biliões de pessoas – mobile atinge neste momento 5 biliões de pessoas.

Poucas tecnologias acompanham-nos de adolescente a reformado, mas telemóveis estão, e vão sempre estar connosco, transformando o retalho, comercio bancário, seguros, educação, turismo, saúde – ou seja, praticamente tudo.

Ahonen explica que o verdadeiro dinheiro não está nos apps para smartphonesiPhones, por exemplo, só chegam a 2% do planeta, e gerem muito pouco lucro comparado com serviços de SMS e mensagens de multimédia. Em 2010, foram enviadas 6,100,000,000,000 SMSs – ou seja, 200,000 cada segundo. Com 4.2 biliões de utilizadores de SMS, imagine o retorno se conseguir convencer uma pequena percentagem a comprar o seu produto e/ou serviço. Pode ser Old-school, diz Ahonen, mas está provado.

Afinal, o homem mais rico do mundo já não é Bill Gates mas sim Carlos Slim – aquele que ficou rico com mobile.

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