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Os resultados de um novo estudo sugerem que a maioria que compra telemóveis com contratos associados (normalmente de 2 anos) pensam que o telemóvel desatualiza-se antes do fim do contrato.
Com os principais fabricantes a lançarem entre 15 a 30 modelos novos por ano – dada a rápida evolução dos sistemas operacionais e aplicações móveis – um contrato de dois anos pode muito bem ser uma sentença perpétua para alguns.
Um estudo realizado pelo site Retrevo gadget revela que 62% dos utilizadores de telemóveis sentem que os seus smartphones estão desatualizados antes do prazo dos seus contratos terminarem.

Na realidade faz sentido. Só durante o ano passado, a câmara de 5MP assumida como “tecnologia emergente” foi ultrapassado pela câmara 8MP. Presentemente existem vários telemóveis dual-core, sendo que nesta altura no ano passado, o padrão era de single-core.
Os últimos 12 meses tem nos brindado com 4G, duas câmaras, saídas HDMI bem como várias atualizações dos respetivos sistemas operativos.

Mas o negocio corre bem para as operadoras e para os fabricantes. Não só os utilizadores recusam-se a pagar mais para ter um contrato de um ano em torno dos dois anos, bem como, quem é viciado por gadgets normalmente não pensa duas vezes num acréscimo de custo na compra de um novo telemóvel durante a vigência do contrato inicial.

Por isso, enquanto o publico estiver preparado para pagar pelas novas aquisições, não devemos esperar ver o contrato de 2 anos diminuir para 1. O retorno é demasiado.
