in Social Media

Excesso de informação online

Mesmo para aqueles que tenham voltado de uma estadia prolongada em Marte, já todos reconhecemos a importância de sabermos o que é dito sobre nós, a nossa empresa e a nossa marca.

Nada novo aqui.

Qualquer informação negativa vai ter um impacto indesejado quando procurarmos um novo emprego ou um novo cliente.

Inicialmente eram as instituições financeiras que faziam background checks (verificação de histórico), mas quanto mais fácil encontrar informação online se tornou, mais pessoas começaram a procurar sinais de preocupação, para que tivessem o mais informado possível, antes da decisão final.

Entra então Social Intelligence no campo para ajudar a gerir a nossa reputação online bem como para auxiliar a quem procura informações sobre uma pessoa e/ou empresa.

Certamente que com tempo, este tipo de recolha de informação fará parte integrante da analise de CVs e histórico de potenciais fornecedores.

Poderá não ter controlo sobre a informação apresentada mas pode ao menos preparar-se, e tomar algumas medidas para se precaver.

Ficam aqui algumas questões relevantes ao serviço prestado pela Social Intelligence, que valem apena equacionar :

  1. Não é procurado nem entregue fotografias de excesso de álcool numa festa universitária – alivio…
  2. É sim procurado informação que indique algum comportamento agressivo, atos violentos ou afirmações menos dignas.
  3. Atividades ilegais, descriminação, racismo e/ou atividade de natureza sexualmente explicita são alvos de interesse – por isso é melhor mesmo apagar as fotos – especialmente homens pois ficámos a saber através de um estudo que temos o habito de mostrar o nosso… em público.

Muito que se fale sobre as possíveis consequências da utilização desta informação para decidir a credibilidade de algumas pessoas e/ou empresas, não será assim o fim de social media nem do mundo. Até porque como online tornou-se uma extensão da nossa vida offline, parece-me bom senso não fazermos o seguinte:

  1. Dar informação sobre onde vivemos, o que fazemos em festas, deixar comentários que não faríamos num café;
  2. Devíamos deixar fotografias de filhos no sitio devido – em casa em molduras;
  3. Existe uma distinção na definição de “privado” e “publico” por isso bem podemos aplicar essa regra online;
  4. Tudo isto para quem não tem um enorme cuidado com os filtros e com os settings de privacidade nas redes sociais
  5. Mesmo o que é considerado privado online, nunca o é “graças” ao screenshot;
  6. Depois de publicar, nada se apaga para sempre – graças ao Google cache, screenshots e a partilha em geral – Não esquecer que quando apaga a sua conta no Facebook, toda a informação continua a constar nas bases de dados do Facebook, só não está visível;
  7. O que hoje é certo, amanhã poderá não ser

Deverá também ter consciência que não é propriamente o que tem no Facebook que é preocupante. É sim a soma de todas as informações que se forem cruzadas dizem-nos muito sobre uma pessoa.

Um senhor nos Estados Unidos tinha uma presença online e no Facebook tinha enumeras fotografias tiradas em sua casa. No Twitter já tinha partilhado a sua alegria da sua nova televisão B&O que independentemente de ter sido tão cara, valia a pena – e para que não existisse duvidas, referenciava a marca e modelo.

Quando decidiu ir de férias, e claro comunicar aos seus seguidores o mesmo, ficou furioso pelo facto que a empresa que lhe prestava assistência do alarme de casa só podia ir lá reparar o equipamento depois dele regressar de férias.  Fez questão de dizer a todos – afinal este era o novo poder do consumidor.

Com um RSS reader, qualquer pessoa ficava a saber:

  1. O nome da pessoa, onde trabalha, que tinha 2 filhos e que a mulher trabalhava,
  2. Que gostavam do sitio onde viviam pois nunca dava pelos vizinhos – privacidade,
  3. Através das suas fotografias ficou-se a conhecer a casa em detalhe
  4. Tinha alarme mas não estaria a funcionar
  5. Equipamento topo de gama – através de modelo ficou-se com informação do tamanho e peso – nada melhor para um bom planeamento.

O resto é previsível. Que saudades da televisão, computador, joias, carro… Por menos não levaram a família.

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