in Estudos

Desejos Sexuais

Dois neurocientistas iniciaram uma autentica revolução na área de psicologia, mais especificamente no estudo da atracão sexual. Pode-se dizer que com estas duas palavras “atração sexual”, já consegui captar o interesse de 98% das pessoas e provavelmente 48% já estão excitados. Calma.

Tudo começou com Alfred Kinsey (década 1950) quando o investigador inqueriu 18,000 pessoas da classe média para descobrir o impacto do desejo sexual. Sessenta anos depois, Ogi Ogas e Sai Gaddam concluíram o seu mega estudo na área de “ atracção sexual”, ou seja o comportamento secreto de mais de 100 milhões de homens e mulheres pelo mundo fora. Os resultados vem da analise do que estas pessoas fazem online no “anonimato” da sua casa/escritório.

Ogas e Gaddam analisaram um bilião de pesquisas na Web, um milhão de websites, um milhão de vídeos eróticos (wow), um milhão de histórias eróticas (que paciência), milhões de anúncios pessoais, e milhares de livros de romance digitalizados. Como se podia esperar, os resultados vão alterar a nossa percepção do que pensamos sobre a relação sexual de homens e mulheres.

Ogas e Gaddam conseguiram combinar a neurociência com dados de comportamento online, desvendando pelo caminho umas verdades surpreendentes.

  • Homens preferem mulheres com excesso de peso em torno das mulheres com peso inferior ao normal;
  • Mulheres gostam de ler sobre dois homens heterossexuais a fazerem sexo (heterossexual??)
  • Homens frequentemente procuram vídeos eróticos de mulheres com mais de 50 anos;
  • Homossexuais poderão ter uma preferência diferente a heterossexuais mas ambos procuram idênticos desejos;
  • Homens necessitam somente de um ponto de excitação enquanto as mulheres necessitam de múltiplos (somos tão básicos);
  • Homens formam as suas preferências durante a adolescência e raramente mudam, as mulheres são mais dinâmicas alterando as suas preferências enquanto passam pelas diferentes fases da sua vida (…idem);
  • Excitação física e psicológica são um tudo no homem enquanto na mulher são atos isolados;
  • A procura online de “pénis grande” é 6 vezes mais frequente que “pénis pequeno” e algo procurado por homossexuais e heterossexuais;
  • Homens tem uma tendência para mostrar o pénis nas mais variadas circunstâncias (incluindo em público ou através de fotografias por email ou MMS). Onde estará a cabecinha deles (desculpem o trocadilho)? Não estão a pensar – uma consequência de se sentirem quase obrigados a o fazer, algo que vem de um impulso inconsciente evolutivo dos seus antepassados;
  • Homens fazem o mesmo numero de pesquisas de “pénis” como “vagina”;
  • Mulheres nunca pagam por pornografia online, e homens? Claro;

A Internet, agora numa fase de maturidade, mas evoluindo constantemente, tornou-se num repositório global de fantasias que atravessa múltiplas culturas elínguas – uma espécie de reflecção da nossa psique agregada. Examinando o conteúdo, frequência e distribuição dessas mesmas fantasias, Ogi Ogas e Sai Gaddam conseguiram obter uma clara percepção e compreensão do que os homens e as mulheres gostam mesmo. Só vos resta agora ler o livro.

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