in Recrutamento

Desemprego Juventude

Para muitos, a maior crise, revela-se não no deficit mas sim no desemprego, sendo que o pior impacto faz-se sentir, essencialmente, em todos aqueles que, com menos de 25 anos, vivem perante a realidade de 27% desemprego – na Espanha este valor sobe para 46%.

Se por um lado se fala pouco sobre a forma de resolver o estigma do desemprego, por outro, pouco ou nada foi feito para encontrar soluções para o futuro de Portugal – o futuro daqueles com menos de 25 anos.

As implicações são dramáticas. Vejamos: o início da nossa carreira profissional tem um impacto marcante na nossa capacidade financeira para os anos de trabalho subsequentes.

É pois uma verdade inabalável que uma pessoa que se licencia durante um período de crescimento económico está mais apta a conseguir um primeiro emprego, por oposição a quem se inicia no mercado de trabalho em plena recessão.

Encontrar um emprego nesta recessão afigura-se um desafio que levou muitos a aceitar um emprego cuja remuneração é baixa, sendo que no pior dos cenários, muitos ficaram pelo caminho.

Alcançar o patamar seguinte numa recessão acaba por ser igualmente difícil, e consegui-lo leva, invariavelmente, mais tempo. Paralelamente, as pessoas tendem cada vez mais a aceitar e permanecer em posições ou empregos que não gostam dado o cenário externo – ou, por outras palavras, o modo como a época em que nascemos determina o nosso futuro económico.

O impacto não se cinge a esta geração, acabando por nos afectar a todos, dadas as consequências inerentes: estes casam mais tarde; se tiverem filhos, têm-nos mais tarde; ficarão, certamente, mais tempo a viver com os pais, em casa destes, em vez de alugar ou comprar casa própria, só para enumerar alguns danos colaterais. E tudo isto só agravará  o estado da economia.

Desta forma, é importante debruçarmo-nos sobre este fenómeno, considerando as diferentes opções – sendo que uma delas poderia passar pela isenção de impostos sobre os seus rendimentos: cidadãos com menos de 25 anos e empregados poderiam perfeitamente usufruir de uma isenção do pagamento de segurança social. O raciocínio por de trás desta teoria de Reihan Salam, é que o primeiro emprego (<25), isento de segurança social, promove a obtenção de um segundo mais alto, e subsequentemente, o terceiro que, sendo mais alto e já fora da isenção da taxa de segurança social, leva a que o individuo esteja no caminho certo e apto a pagar mais imposto.

Para sair deste ciclo de miséria, deverá equacionar uma isenção de imposto ou algo que lhes proporcione o início de carreira que lhe traga um futuro económico o melhor possível. Alguns podem considerar este tipo de iniciativa fiscalmente irresponsável, mas na realidade este poderá vir ajudar a equilibrar programas sociais.

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