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Facebook Dislike

Facebook e Google Plus têm estado ocupados a atualizar as suas plataformas, quer em termos de pequenas alterações no design, quer em algumas funcionalidades.

Google Plus abriu as suas portas a todos e enquanto esteve no seu período de experimentação, Google Plus conseguiu efetuar 100 alterações – 100.

Facebook alterou novamente o seu newsreader introduzindo a possibilidade de subescrever às diferentes contas do Facebook. Amanhã é a sua conferência mais importante, Facebook f8, prevendo-se grandes alterações incluindo um redesign do perfil.

Todas estas alterações causam algum transtorno para os utilizadores mas quem é mais afectado, são aqueles que utilizam Facebook como canal de divulgação/interação com a sua audiência. Quando parece que já estamos num ritmo e habituamo-nos ao retorno esperado, tudo muda novamente.

Para piorar esta instabilidade constante, DDB Paris e OpinionWay criaram um estudo para analisarem o comportamento de fãs no Facebook, nomeadamente, a razão pela qual os utilizadores decidem parar de seguir páginas das diferentes marcas. O objectivo era de perceberem o que marketers tem que fazer para melhorar a relação com a comunidade.

Em simultâneo, SocialVibe e KN Dimestore efetuar um estudo para estudar os efeitos de publicidade com incentivos na percepção e comportamento no ato de compra.

A principal razão pelo qual um utilizador para de seguir uma marca (unlike) é que a mesma perdeu o interesse do mesmo. Ou aperceberam-se que a marca já não lhes dizia nada de novo ou pararam de ser surpreendidos.

A forma de resolver esta questão é a inclusão de incentivos nas mensagens – mais de 90% dos utilizadores interagiam com a marca quando algo era oferecido – o incentivo.

A expectativa criada onde o utilizador está à espera de ser incentivado cria a necessária curiosidade para voltar.

Os fãs também acabam por desertar a marca quando a mesma torna-se banal ou irrelevante – 46% paravam de seguir porque a marca tinha-se tornado banal. Michael Scissons da Syncapse verificou que a interação nos murais das marcas desceu 22% – não por ficarem fartos de utilizar Facebook, mas porque o conteúdo já não era relevante.

Analisando o numero de partilhas, likes e comentários, muito é revelado no que concerne ao interesse da comunidade por cada artigo, fotografia ou vídeo. Deverá assim a marca ajustar o tipo de conteúdo consoante o feedback imediato recebido.

36% dos seguidores, ou fãs, desligaram-se da marca por causa do numero elevado de conteúdo partilhado e publicado. A frequência com que colocamos informação tem um impacto, seja ele positivo ou negativo, na opinião do utilizador. As marcas não podem correr o risco de se tornarem maçadoras.

Demasiado enfâse e/ou entusiasmo com tecnologia pode levar a um excesso de contacto com a marca. Como qualquer relação, a marca deverá perceber quando deve falar, ouvir e/ou reagir – o ritmo certo – consistência.

Por fim, e uma lição para as marcas que fazem tudo para que o seu numero de seguidores suba incrementalmente, não é a quantidade mas sim a qualidade de seguidores que importa.

O importante é ter um crescimento orgânico de seguidores para que a comunidade seja coesa. Promoções atrás de promoções para aumentar seguidores (likes) pouco traz de vantagem sem ser o massajar do ego.

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