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A Inteligência De Tendências Determina O Futuro Sucesso

Inteligência De Tendências

Os consumidores estão cada vez mais apáticos, adversos ao compromisso e cínicos, graças aos anos que foram expostos às infinitas opções e promessas de marcas que queriam pouco mais do que o seu dinheiro – agora querem amizade?

Vivemos num mundo de sufocação onde somos asfixiados por tantas coisas e uma variedade sem fim – quer em amarelo com corações vermelhos? Claro que sim, saem já quatro com tamanhos diferentes para escolher.

Se procura uma televisão ou um telemóvel, as opções disponíveis muitas vezes

intimidam e a quantidade de informação criada para “ajudar” só vem complicar. No caso de um telemóvel, o consumidor tem as suas preferências, existem as características da tecnologia e não podemos esquecer as opções de cada plano dos operadores – para alguns pode parecer mais difícil que comprar uma casa. E durante a compra ainda tem a possibilidade de alargar o período de garantia. Como se o seu telemóvel fosse durar mais que os 2 anos que a CE obriga garantir.

Mas para as marcas, o mundo que eles próprios criaram, tornou-se quase impossível de navegar. Enquanto se preocupam com o próprio produto e a sua relevância, quando o mesmo chega ao mercado, ainda existe depois a necessidade de criar uma procura, sustentar as relações criadas, inovar a comunicação para tirar partido das “histórias” que vão fazer parte da marca bem como assegurar que o consumidor compreenda o valor acrescido do produto.

Mas neste novo e complexo universo, as marcas que percebem as regras conseguem manter-se à frente da sua concorrência, antecipando assim as tendências e percebendo como os consumidores irão reagir às mesmas. Monitorizando as tendências, criando uma inteligência do mesmo, permite às marcas desenvolver campanhas que falam diretamente ao consumidor.

Mas quem gere as marcas não compreende que o risco de se colocar ligeiramente à frente da tendência é menor que passar o tempo a segui-las. A utilização desta inteligência não tem sempre que significar que inventam produtos.

A Apple não inventou nem lançou o primeiro tablet, mas compreendeu a necessidade do ecossistema; não engendrou o smartphone mas reconheceu que a maioria não era funcional e quando lançou o iPod demonstrou que apesar de não ser o primeiro, foi o único que compreendia o que se queria de um MP3.

Um exemplo da utilização desta inteligência de tendências é a marca Russell Hobbs que produz eletrodomésticos. A tendência que reconheceram foi a mudança na importância da cozinha – de simples local de preparação de comida no lar para um ponto de encontro para amigos e família. Assim criaram o conceito de cozinha como teatro onde o consumidor passou a ser um artista de culinária, a cozinha o palco, os electrodomésticos como apetrechos e os seus convidados a audiência. Let the show begin…

Na era das conversas, as marcas estão sobre pressão para criarem formas de interagir de forma profunda, com o consumidor, criando uma intimidade passível a criar uma lealdade inexistente na maioria de produtos hoje em dia.

Quem diria à 5 anos atrás que as redes sociais seriam um fenómeno global interlaçadas no nosso quotidiano?

Para aqueles que seguem por perto as tendências, acreditam estarmos no inicio de uma nova tendência global – gaming – tendo um impacto no futuro semelhante ao das redes sociais. Não se referem a gaming tradicional – xBox e PS – mas sim uma experiência que inclui jogar, colaborar, status e recompensa. A geração das redes sociais ira virar-se para gaming como forma de aprender sobre, e interagir com, as marcas. Esta cultura de gaming tornar-se-á ubíqua onde as marcas vão introduzindo elementos de gamification – jogador e jogo. Foursquare e Nike + são exemplos correntes que percebem e abraçam esta inteligência de tendências, e neste caso, o inicio de gamification.

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