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Estamos Em Greve

Portugal está a viver uma situação económica muito diferente do que aconteceu nos últimos anos.

O governo português impulsionado (ou não) por agências internacionais assumiu medidas de redução da despesa que representam uma mudança drástica e dicotómica com os últimos 10 anos de estado social e “keynesiano”.

Algumas pessoas abraçaram essas politicas e forma de trabalhar  e outras estão fundamentalmente contra os efeitos imediatos e futuros da mesma.

Acho salutar que na nação existam opiniões e movimentos diferentes, pois desse debate e discussão podem surgir as melhores soluções e medidas.

O que acho que é completamente errado e improdutivo é utilizar o direito à greve.

Num país liberal, democrático e em que os meios de comunicação são muitos e abertos, fazer greve é a forma mais improdutiva, mais inflexível e mesmo mais parva de mostrar descontentamento.

Ao fazer greve estou a parar a produção na altura em que o país mais precisa dela, estou a utilizar a minha energia em algo que não controlo e estou a provocar impacto negativo nas pessoas que afeto com a minha manifestação.

Raramente se veem soluções a serem apresentadas o que é perfeitamente normal pois o foco é reclamar e queixar e não  pensar em como podia ser melhor. O foco está em manter o status quo e rejeitar as mudanças, quer elas sejam necessárias ou mesmo essenciais.

Claro que podíamos reunir-nos no final de um dia de trabalho em frente à Assembleia da República, discutir e debater soluções alternativas e apresentar um documento assinado pelo grupo com essas soluções. Podemos entregar essas soluções aos meios de comunicação, espalha-las pelas internet, editar e entregar na rua essas soluções para difundir essas ideias.

Podíamos fazer uma série de ações que nos permitiam aplicar a energia na busca de resultados, difundindo a nossa mensagem, respeitando o tempo e espaço dos outros.

Tenho muito pouca tolerância para greves pois parece-me ser a solução mais fácil e menos eficaz. Com certeza que há 50 anos faria sentido e temos agora oportunidade de alterar esta forma de “luta”. Inova, fala, partilha, associa-te, dá a tua opinião… e aproveita para fazê-lo focado nas soluções e respeitando os outros.

Lembre-se que tem dentro de si o maior poder do mundo: A Decisão. Decida usa-lo.

 

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