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RIM Futuro Negro

Rapidamente esquecemos que as grandes empresas podem cair e muitas vezes a pico. Quanto mais vivemos num mundo acelerado, menos vamos dando de conta destes desastres de gestão. Até porque provavelmente a maioria nem quer saber. Mas é triste ver uma empresa como a RIM ir de líder de smartphones para a beira do abismo. Faz lembrar o João Pinto – só falta mesmo é dar o passo em frente.

Se uma queda de 70% nas ações não é a mãe de todas as crises numa empresa, não sei o que é. Se adicionarmos o facto que as suas grandes apostas, e possível salvação, caíram no esquecimento pouco tempo depois do lançamento, resta só agora decisões de desespero e soluções que acrescem pouco.

A sua tablet Playbook, que supostamente iria competir com o iPad obteve uma resposta fria – no ultimo trimestre, a RIM lançou (não vendeu) 200,000 unidades para o mercado – metade do valor do anterior trimestre. A RIM foi obrigada a baixar substancialmente o preço de cada tablet para o consumidor, oferecendo a tablet a algumas empresas.

A sua nova geração de smartphones foram uma decepção, demonstrando ao mercado que a liderança da RIM, já questionada há mais de 2 anos, está falida.

RIM lança assim o BlackBerry Mobile Fusion, um software de gestão de aparelhos que pode ser utilizada com a BlackBerry Enterprise Server networks ou sozinha. Este segmento empresarial que opera com sucesso em agências governamentais, é fundamental para a sobrevivência da RIM.

Alan Panezic, vice presidente de platform product management, explicou que esta seria uma opção estratégica muito importante. É que a proliferação do iPhone e iPad no mundo empresarial, bem como os contínuos apelos por parte de colaboradores que começaram agora a exigir a utilização de smartphones da sua escolha, está a levar muitas empresas a adoptarem politicas de uma escolha livre de aparelho utilizado no trabalho.

“There’s big demand for this area and the big advantage RIM will have is the idea you can not only manage your BlackBerry but manage your other platforms from a single console,” explica Phil Redman, um analista da Gartner Inc. in Stamford, Connecticut. “In the end though, it’s not going to help them sell more BlackBerrys and that’s what they need to do.”

Aparentemente, a única solução para a RIM é de ser comprada ou de uma profunda alteração de quadros incluindo os dois co-CEOs. Pierre Ferragu, analista da Sanford C. Bernstein & Co., exprimiu a sua preocupação:

“As the failure of RIM’s current strategy becomes more obvious, we see shareholder activism leading to a change in management and a takeover, or at least the anticipation of it.”

Por menos com esta noticia, as ações aumentaram 5% – a maior subida desde que a RIM perdeu 70% do seu valor.

(Businessweek)

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