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Assange E Big Brother

“Quem aqui tem um iPhone, quem tem um BlackBerry, quem utiliza Gmail?” perguntou Assange. “Estão todos lixados,” ele continuou “a realidade é que operações de inteligência estão neste momento a vender sistemas massificados de vigilância para todos estes produtos”. E assim volta Assange aos ecrãs com os seus avisos.

Para alguns, Assange não é mais nada que um paranóico em busca de atenção, para outros, Assange representa o solidário que nos representa contra a sociedade Big Brother.

Mas Assange foi mais longe, declarando que:

“iTunes has a flaw in it and that flaw is automatically used by some of these [surveillance] companies to take over whatever computer system is running iTunes. And there are these sorts of backdoors into every popular phone, into every popular computer and every popular computer program.”

Tudo isto, numa altura em que a Wikileaks alega que em 25 países, existe uma massificação de intercepção de dados pessoais vendidos por empresas especializadas em vigilância e ninguém está imune.

Já a empresa Carrier IQ era acusada de fazer o mesmo sendo obrigada a “clarificar” a utilização dos seus serviços.

Seja iTunes, empresas como a Carrier IQ ou outras formas de utilizar o seu smartphone como meio de bisbilhotar a sua vida profissional e pessoal, algo preocupante surge no meio de tudo isto.

Aparentemente, qualquer email e telefonema que recebe e envia, cada local que visita fisicamente ou virtual – está tudo supostamente disponível para qualquer governo, ISP, fabricante de aparelhos mobile e/ou operadora celular ter acesso à sua informação, mesmo quando não está ligado à Web ou rede celular.

A Carrier IQ é um exemplo de uma empresa internacional de vigilância que vende a sua tecnologia a qualquer um disposto a comprar. Mas o serviço é vendido como uma ferramenta de analise para manter um serviço optimizado.

O problema reside não no facto que a informação poderá ou não ser utilizada mas sim que o software permite gravar informação pessoal incluindo o conteúdo dos seus emails.

Mas algo substancial deverá existir nestas acusações para levar a Carrier IQ, bem como inúmeras outras empresas semelhantes a justificarem o seu serviço. E porque devemos acreditar agora nelas quando nunca fomos avisados da nossa potencial exposição ao exterior. Sério deve ser pois a Apple emitiu a seguinte informação (vaga):

“We stopped supporting Carrier IQ with iOS 5 in most of our products and will remove it completely in a future software update,” Natalie Harrison, explicou a porta voz da Apple. With any diagnostic data sent to Apple, customers must actively opt-in to share this information, and if they do, the data is sent in an anonymous and encrypted form and does not include any personal information.”

Enquanto utilizadores de iPhones e iPads podem agora sentir-se mais seguros, o mesmo já não se pode dizer de outros, dado que muitos, incluindo a Samsung, já admitiriam utilizar este sistema.

Tudo isto surgiu nos mais recentes eventos no Medio Oriente, quando cidadãos do Egito e Líbia encontraram postos de escuta com equipamento de vigilância de vários países incluindo a Grã Bretanha, França e China.

Para quem tiver muito interesse e paciência, fica aqui uma longa explicação:

httpv://www.youtube.com/watch?v=T17XQI_AYNo

 

(Imagem: Gizmodo)

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