in Gestão & Marketing

Matar O Email

Colaboradores da empresa tech Atos não vão poder enviar emails conforme a sua nova política com zero tolerância.

CEO Thierry Breton verificou que só 10% dos 2.000 emails recebidos por dia pelos seus colaboradores têm alguma utilidade e 18% são spam. Por este motivo, Breton deu aos seus 74.000 colaboradores 18 meses para parar de utilizar por completo o email. Os colaboradores vão assim ter que utilizar outros meios de comunicação tais como instante messaging e um interface no estilo de Facebook.

Esta iniciativa parece-lhe simples dado que ele próprio não viu nenhum email desde que se tornou CEO e chairman da Atos em Novembro de 2008.

Breton explicou numa entrevista:

“We are producing data on a massive scale that is fast polluting our working environments and also encroaching into our personal lives…” e  “At Atos we are taking action now to reverse this trend, just as organizations took measures to reduce environmental pollution after the industrial revolution.”

Se por um lado esta iniciativa tem um periodo alargado para a sua implementação (18 meses), por outro, o passo é grande – a empresa registou vendas de € 8.6 biliões no ano passado, através dos seus escritórios em 42 países – não é propriamente uma PME.

A empresa está mais preocupada com o volume de emails internos deixando de parte os externos com os seus fornecedores, clientes e parceiros. Atos já reduziu o numero de emails internos em 20% durante os últimos 6 meses. Não será de estranhar que os colaboradores têm recebido bem esta nova diretriz pois a mesma permite-lhes usufruir de todos os outros canais existentes para comunicar – Wiki, Office Communicator e sistemas de chat bem como de partilha de ficheiros.

Uma apresentação sobre email e a sua melhor gestão:

 

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  • Live @ LeWeb: Karl Lagerfeld, Um Chic Geek Que Não Sabe Que É Doido |

    […] Não tem tempo – não tem tempo. Quanto mais começo a pensar nesta questão mais acho o email uma invenção do passado.Loic pergunta a Lagerfeld se considera-se louco. A sua resposta é curta e direta “crazy people […]