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Dave Morin - Path - LeWeb

A partilha de fotografias tem se tornado uma das funcionalidades mais procuradas e utilizados online, seja no Facebook ou através dos apps como Instagram, Foodspotting ou Path.

Path é diferente, o que faz com tenha grande possibilidades de vingar, ou falhar em grande, enquanto enfrenta as inúmeras dificuldades da falta de adopção. Path é utilizado para partilhar fotografias (todas) com os seus mais íntimos amigos e familiares.

Enquanto no Facebook poderá estar a partilhar com milhares de pessoas que não conhece, fotografias menos pessoais (espero eu), no Path está no lado oposto onde eu provavelmente já estaria mais à vontade para partilhar fotografias das minhas filhas.

Se por acaso decidir registar-se, não caia na tentação de aceitar muitas pessoas, sendo que o maior desafio para quem utiliza este serviço é mesmo isso – como rejeitar amigos.

O forte de Path é mesmo a granularidade, ou seja, a forma de partilhar com um subconjunto dos seus amigos. O grande desafio vai ser de existir um serviço, seja ele qual for, que se torne mesmo na nossa câmara – partilhar quando queremos, onde queremos e para quem queremos.

Dave Morin, co-fundador e CEO de Path esteve envolvido no lançamento da plataforma Facebook, que permitiu que terceiros, programassem para integrar os seus serviços na rede social. Seguiu para Path, lançado inicialmente como app para jornalismo mas rapidamente Morin que teria que ser diferente e assim surge Path 2, um projeto dos últimos 6 meses.

Morin explica que Path é uma espécie de um diário moderno onde privacidade é muito importante.

Path foi desenhado para que possa escolher com quem partilha os seus momentos – tem um elemento social mas pode também ser utilizado isoladamente. Muitas vezes poderá até ser algo tão mundano como documentar a sanduiche que acabou de fazer em casa – ok algo semelhante a Facebook e tudo o resto.

Mas com $8 milhões de USD para desenvolvimento de Path, provavelmente como plataforma, algo mais se espera deste app, disponível para iPhone e Android. Morin conduz a sua equipa de 20 pessoas para terminarem o app para os tablets – iPad, pois o restante vai morrendo pelo caminho.

A pergunta mais esperado chegou logo – não estará isto a entrar no território de Facebook? Morin explica que não – enquanto “Facebook está interessada em tornar-se no serviço de identidade (e música, e filmes, e localização, e compras, e publicidade, e), Path está focado na família e relações muito próximas.” Fico sempre sem saber se eles acreditam no que dizem, ou dizem o que devemos acreditar.

Morin dá muito enfâse à iteração. O produto é iterado cada 2 a 3 semanas, o mais rápido possível. “O produto não estava perfeito quando foi lançado, mas se espera até estar contente com o produto antes de lançar, deixou tarde de mais…”

E quantos utilizadores? “Vários milhares…” E $8 milhões USD? Como é possível?

Path

 

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