in LeWeb11

Allen Blue Le Web 2011

Allen Blue, co-fundador da rede social profissional LinkedIn, veio a LeWeb falar sobre o que mudou desde o IPO há poucos meses. Muito no seguimento da estratégia inicial, LinkedIn acredita veemente no crescimento orgânico. Por isso não deve surpreender saber que após o seu IPO, não fizeram grandes despesas.

LinkedIn continua a reter o seu melhor talento enquanto vai adicionando pessoal de outras empresas tech onde os colaboradores perderam confiança do rumo dos mesmos. Allen Blue é co-fundador e vice presidente de Product Management. O seu trabalho não reside simplesmente em definir e gerir o crescimento de funcionalidades de LinkedIn. A sua maior missão é de facto criar um local de trabalho onde poucos arriscam deixar para trás, à procura de um melhor local. Pouco sexy, Blue admite que internamente é esta uma das suas maiores preocupações.

Blue falou sobre a importância de mobile, um dos 3 principais temas de LeWeb. O objetivo de LinkedIn é assim de permitir que os seus utilizadores ampliem a forma de trabalhar, tornando-se melhores e mais eficazes na sua gestão no dia-a-dia. Mais tempo permite ter tempo para tomar melhores decisões e mais informada através das suas ligações (connections).

Blue não revelou grandes planos para o futuro de LinkedIn o que não deveria chocar ninguém. Linkedin quer ajudar, acima de tudo, nas seguintes 3 áreas principais:

  1. Melhor capacidade de tomar decisões
  2. Maior inovação
  3. Ajudar à concretização de objetivos

Blue refere que no inicio da década de 2000, Blackberry era o rei de mobile, mas com tempo, verificamos que esta estratégia tornou-se insípida, nada ajudado pela falta de inovação e liderança já relatado aqui extensivamente. As pessoas começaram a viver o seu dia através do Blackberry – rapidamente adquirindo a alcunha de Crackberry – referencia à droga Crack e a sua capacidade de viciar. A próxima fase terá mais a ver com o utilizador conseguir um melhor nível de equilíbrio.

LinkedIn confere o que Blue refere a “outbound intelligence” – a capacidade de pesquisar e fazer ligações antes de passar ao encontro físico – “meeting intelligence”. Com isto, o próximo passo é de facilitar o processo do encontro cara-a-cara. E assim LinkedIn lança Cardmunch.

Cardmunch é um mais que necessário app que permite que o utilizador faça o upload de fotografias dos cartões de visita do seu aparelho móvel para que seja processados online para actualizar a plataforma LinkedIn. Assim, pretendem declarar vitória sobre os cartões de visita. Mas ainda não lá chegaram – ainda.

Uma das perguntas colocadas a Blue, referia a questão de co-existência com Facebook mas esta pergunta parecia a todos, incluindo Blue pela sua expressão, desnecessária. A resposta nua e crua é que Facebook é social e LinkedIn profissional – esta é afinal a mais defensível posição que podem ter.

Interessante foi saber que LinkedIn considerou a possibilidade de fazer com que as perguntas colocadas na secção Answers fossem de forma anónima. Isto porque internamente achavam que profissionais não iriam querer dar o ar que desconheciam algo. Mas a decisão de não introduzir o elemento de anonimato confirmou-se ser a mais sensata. Answers funciona, e funciona bem.

Onde Blue gostaria de ver uma maior adopção por parte da comunidade de profissionais, ou aqueles que programam para este segmento, é numa maior utilização dos APIs para que sejam criados apps ou modules que deem um valor acrescido ao utilizador. Estranho isto não acontecer.

Poderá não ter sido a mais interessante sessão, mas a ausência de bullshit só confirma a solidez de LinkedIn e o seu rumo marcado há muito.

httpv://www.youtube.com/watch?v=vJpTW622R_0

 

Write a Comment

Comment