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Google High End Tablet

No seguimento da sua intervenção promocional na Le Web, Eric Schmidt revelou numa entrevista na Itália para o jornal Corriere Della Serra, que Google irá começar a promover nos próximos seis meses, um tablet novo de “enorme qualidade”, confirmando de igual forma o desempenho da Google em alavancar a sua tecnologia para melhor enfrentar a da Apple – Siri.

Podemos assim assumir que Schmidt reconhece que as tablets que foram até hoje lançadas com Android são de baixa qualidade (não prestam)? É que a única forma de conseguirmos ter concorrência neste mercado é quando todas as marcas reconhecerem as suas lacunas e desenvolverem algo diferente do iPad em vez de algo que o substitua – o consumidor já demonstra, lançamento de tablet, atrás de lançamento de tablet, que não procura um substituto do iPad.

Schmidt parece estar fixado neste período de 6 meses reclamando previsões extraordinárias tal como a de que “metade das televisões do mundo, vão ter Google TV daqui a 6 meses”.

Schmidt, cada vez mais o porta voz e cara de Google, dado que Larry e Sergey estão ocupados em Mountain View a recuperar da gestão de Schmidt como CEO que dispersou a empresa para todos os lados.

Mas Larry tem um plano – o que temos visto, desde que ele assumiu as rédeas, parece muito semelhante ao que Jobs fez quando voltou para a Apple. De toda a diversidade de produtos, somente os mais importantes ficaram e isso tem se verificado na Google – uma concentração e integração de todos os melhores assets que a gigante de search tem.

Mas é óbvio a frustração que muitas empresas sentem com o sucesso e coerência da Apple, e Google não é diferente. Se por um lado Google e Schmidt têm sempre defendido o conceito de plataforma aberta, ao contrario de Apple que insiste em ter controlo de  todo o processo numa plataforma fechada, por outro, cada passo que a Google dá no segmento de tablets, mais perto se aproxima do modelo fechado, por menos o mais fechado possível mantendo a imagem de aberto. Huh?

O grande problema com as tablets tem sido a descoordenação entre Google que cria Android, as operadoras móveis que adaptam Android e as empresas de tech que criam os aparelhos. A única forma de remover todas estas inconsistências é de tomar conta do produto – chave na mão.

Mas nem isso garante sucesso como a Motorola verificou com o Xoom, a tablet onde a Motorola e Google trabalharam lado a lado para criar algo coeso. Agora, Google está a meio caminho do processo de comprar Motorola, tendo o processo conclusão prevista para o inicio de 2012. Mas com este passo em frente, duvidas surgem de todos aqueles que apostaram em Android – qual será a vantagem para Motorola, ou seja desvantagem para os restantes?

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