in Política

Wikipedia Black Out

São hoje mais de 7,000 páginas online que protestam contra a proposta chamada SOPA (Stop Online Piracy Act) incluindo a Wikipedia principal que decidiu colocar uma página em preto explicando as implicações da aprovação de SOPA.

Enquanto muito suportam os motivos e a necessidade de combater a piratearia, a maioria teme pela proposta que está hoje na mesa para ser aprovada. É que esta legislação iria dar aos governos ferramentas poderosas para censurar ameaçando a liberdade de expressão.

A postura da Wikipedia implica que durante as 24 horas de hoje, o site vai ter restrições no conteúdo a que pode aceder, mas vai ter informação sobre SOPA e outra informação referente a este tópico.

Outros sites têm tido a mesma forma de protesto mas a maioria, que não quer arriscar perder nenhuma visita, prefere informar sobre o que se esta a passar sem que corte o acesso aos seus serviços.

Google, cujo ex CEO Eric Schmidt chamou a legislação “draconiana”, não parece ter qualquer referencia no seu home page.

Já em Novembro de 2010, uma série de empresas de Internet, incluindo Facebook, Google, Zynga, Twitter e LinkedIn, publicaram uma carta aberta no New York Times onde demonstravam-se preocupados com as medidas propostas pois as mesmas representavam um sério risco para o futuro de inovação e criação de postos de trabalho. Irónico, pois a industria Tech é conhecido por ter muitos poucos empregados em relação às suas vendas.

Seja como for, o problema central com SOPA é igual a todas as outras tentativas, forçadas pela Industria Discográfica e agora Hollywood, de impedir a piratearia. Mas vai ser sempre difícil encontrar soluções que não incluam no processo de discussão, as principais empresas que percebem a Internet e o novo mundo digital.

Write a Comment

Comment