in Social Media

Engagement

As razões são muitas para que os colaboradores de uma empresa sejam respeitadas mas se não conseguir ver a mais valia para eles, ao menos seja oportunista e veja as para si. Pelo caminho, irá certamente melhorar a cultura e desempenho da empresa bem como posiciona-la de melhor forma para reagir a uma crise, não se acontecer, mas quando.

Como referimos na primeira parte, message boards internos bem como a utilização de social media internamente ajuda a uma maior transparência mas antes de dar este passo, a organização deverá estar preparada não só para ouvir bem como para saudar aqueles com coragem para falar e levar a organização em frente.

Como o fazer:

  1. Estabelecer um lugar central que lida com informação anónima para que qualquer colaborador tenha a oportunidade de descrever algo que o mesmo sinta estar errado na organização. Como já não estamos na escola, este lugar central não deverá ser visto como depositário de queixas mas sim de uma ferramenta importante para quem não está disposto a dar a cara, ou mais provável, para quem trabalha num ambiente que não permite ser transparente sem que  resulte alguma represália.
  2. Publique algumas das dicas de forma construtiva num message board central, não só para medir a sua importância mas também para dar oportunidade a outros colaboradores de darem as suas sugestões para melhor ou resolver os desafios descritos.
  3. Crie um fácil acesso, mas protegido, para aqueles que querem aceder a este conteúdo em casa. Em vez de obrigar os colaboradores a trabalharem horas extras, dê oportunidade a eles escolherem atribuírem algum do seu tempo pessoal a manterem-se informados. Não se esqueça que a maioria já lida com inúmeras questões fora de horas por telemóvel ou email.
  4. Recompense aqueles que identificam áreas de menor qualidade, que sugerem melhoramentos que têm um verdadeiro impacto na empresa e para aqueles que têm coragem de lhe informar sobre como a empresa está a desperdiçar recursos – cortar custos, especialmente em recursos humanos, é o mais fácil e com um impacto subjacente muitas vezes ignorado ou desconhecido.
  5. Aumente a formação no que concerne à importância de agira da melhor forma com esta informação privilegiada e sensível. Publique informação que seja fácil de entender e que protege os direitos de todos incluindo o da empresa – isto não é um contrato nem um documento extenso que ninguém irá ler.

No fundo, as pessoas estão fartas de ser motivadas, pois o que procuram neste momento é de serem inspiradas. Estamos numa altura em que as duvidas são muitas para todos, independentemente do cargo e responsabilidade. Todos estamos ansiosos com o nosso futuro e de tudo que nos rodeia que poderá ter um impacto positivo ou negativo na nossa vida. Está na altura das empresas demonstrarem que esta não é uma fase que vai passar, mas sim uma nova forma de existir numa economia frágil, complexa e cada vez mais sensível a factores externos.

A direção das empresas preocupa-se sempre com este tipo de ferramenta, dando aso a uma utilização destrutiva por parte de alguns colaboradores descontentes ou até ressabiados. Mas o importante é perceber como esses mesmos ficaram assim. Não será esta uma ferramenta que resolva algumas dessas desavenças?

Mas na realidade o grande risco é de suprimir este descontentamento, ignorar os desejos e necessidades das pessoas e de manter uma cultura de cumprimento. O verdadeiro risco é de não tomar a iniciativa de melhor o entendimento interno e de confiar nas pessoas para que consigam dar o seu melhor – em vez de o exigir sem qualquer preocupação pelas condições de trabalho.

Se não der aos colaboradores uma forma construtiva de partilhar as suas preocupações, duvidas e em alguns casos, problemas, os colaboradores vão encontrar outra via para o fazer. Provavelmente no mesmo sitio onde a organização não vai, nem tem acesso – Facebook, LinkedIn ou outro local online que possa dar a oportunidade de desabafar.

A maioria das mais pequenas crises, algumas que se tornam em maiores problemas, podem assim ser evitadas, ou até compreendidas antes que o mesmo afecte a empresa e todos que lá trabalham de forma negativa.

A maioria das crises não são grandes surpresas, mas sim um resultado de um padrão de disfuncionalidade que existe há muito tempo, e que na maioria dos seus casos, conhecido por todos menos aqueles que ficam surpreendidos com a crise. Um exemplo é o caso do Millennium BCP.

Se todos temos os olhos e ouvidos para ver e ouvir o que se passa, não será senso comum termos a coragem de alterar o trajeto? A coragem de aceitar a verdade e enfrentá-la de forma consciente, transparente e humana?

Afinal, passamos a maioria do nosso tempo onde? No trabalho. Com quem? Com os nossos colegas e superiores. A fazer o que? A criar uma mais valia para os nossos clientes.

Se perdeu, fica aqui a primeira parte: Respeite Os Seus Colaboradores Para Ajudar Evitar Uma Crise (I).

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