in Google

Google Safari

Chegámos a um ponto, onde se pode afirmar com toda a certeza, que infelizmente, parece termos criado um monstro – the Internet. Enquanto nos tornamos dependentes, somos informados dia após dia de todas as intrujices praticadas pelas empresas que supostamente procura o nosso carinho, o que os marketers adoram chamar brand love.

Após sabermos que nem os nossos smartphones e a lista de contactos que temos estava seguro, impossibilitado de ser partilhado com terceiros sem a nossa autorização, verificamos que os nossos direitos como consumidor, simplesmente não existem. Agora aprendemos que toda a informação que Google tem sobre nós, não chega. Aguardo com algum receio o dia que infiltrem a minha família, tomando controlo de uma das minhas filhas – os seus olhos, ouvidos, carinho, sempre a monitorizar tudo que fazemos à sua volta, enviando via satélite informações em tempo real. Chega. Voltando ao que nos aborrece hoje.

O Wall Street Journal dá conta que Google utilizou um código para contornar as configurações de privacidade no Safari browser para conseguir seguir cada passo de utilizadores enquanto navegavam, aparentemente livres dos olhares do Google. Google diz que o WSJ está errado. A Apple diz estar a trabalhar numa solução para evitar que tal não aconteça no futuro – ou seja, conforme Google, Apple está a alterar algum desnecessariamente.

Mas Google não é aparentemente a única empresa a fazer o mesmo, incluindo o acesso à mesma informação no iPhone. Este código, que o WSJ diz ter sido removido pela Google após ter sido contactada, parece ter sido utilizado para permitir que utilizadores utilizassem Google +, incluindo a funcionalidade de clicar +1 nos diferentes locais onde a ferramenta existe.

O que o Safari faz é bloquear os cookies que são para outros efeitos se não aqueles que ajudam os utilizadores a manterem-se ligados com as suas diversas contas nos serviços que requerem autenticação. O que o código consegui fazer é colocar um cookie, dado que Safari interpretou esta ação como um preenchimento de formulário do Google, diferente de cookies para efeitos de publicidade ou monitorização.

Google continua a insistir que o WSJ descaracterizou a utilização deste tipo de cookie. Mas Gannett PointRoll, um dos inúmeros outros que tem utilizado este tipo de solução, insiste que o mesmo fazia parte de um limitado teste para contar o numero de pessoas que clicam nos anúncios.

Na realidade começamos a não compreender porque é que estas empresas não são mais transparentes se de facto acreditam não estar a fazer nada de mal. Se por acaso acham que é demasiada informação, estão enganadas pois presentemente o utilizador quer saber o que está a fazer, quem está a olhar, e o que estão a fazer com essa informação.

O problema é que corremos o risco de tornar-nos imunes a este e outros tipos de quebra de confiança dado o numero de casos que surgem quase diariamente. Qualquer dia vamos equacionar empresas online com políticos – you can’t live with them, you can’t live without them.

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