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SocialTV

Já muito foi escrito sobre as promessas de 2012 vir a ser o ano da SmartTV mas um pouco como o 3D, SmartTV é algo que se vende incorporado nas televisões pois a maioria dos consumidores nunca iriam pagar mais por esta funcionalidade.

Desta forma, podemos assumir que as televisões este ano vão estar equipadas com alguma funcionalidade Smart, mas isso não quer dizer que o conceito SmartTV esteja prestes a rebentar.

O problema reside no facto que o consumidor não procura uma televisão “mais inteligente” mas procura sim uma solução para todos as diferentes caixas que ligam à televisão, bem como uma solução para o numero de comandos, cada vez maiores e mais complexos.

Uma SmartTV deverá responder a estas duas questões, mas para isso tem de existir primeiro um aparelho capaz de acomodar todas os diferentes interfaces oferecendo uma única forma de os controlar. Bem podemos esperar sentados.

Isto não é o mesmo que SocialTV, pois não se trata de hardware e software mas sim o comportamento do consumidor que está a mudar com a adopção da tecnologia para tornar o ato de ver televisão em algo mais social.

Já vimos que as pessoas gostam de comentar nos serviços real time como o Twitter, jogos de futebol e debates políticos. Mas começamos também a ver várias pessoas a comentarem em algumas séries que motivam uma discussão além do guião.

Outras plataformas como o Facebook funcionaram no passado como um local onde o desfecho era documentado, através de comentários e partilha do próprio vídeo ou algumas imagens do mesmo.

Interessante é então ver a natural convergência entre televisão e comentários em tempo real numa só plataforma – Facebook. Não só existe a tecnologia para o poder fazer como também é local onde a maioria se encontra.

Num recente estudo da Inforama, Nick Thomas, analista, revela que “Os utilizadores estão a evoluir mais depressa do que os serviços que existem presentemente” explicando que “muitos utilizadores já utilizam Facebook e Twitter, bem como outras ferramentas, para comunicar, utilizando dispositivos mobile, sobre o conteúdo que veem em simultâneo na televisão.”

Facebook tem assim a possibilidade de ocupar um papel principal na evolução do conceito de SocialTV a vários níveis. A maior rede social do mundo pode ajudar os produtores de conteúdo a manter uma audiência cativada enquanto adicionam um valor acrescido na experiência em torno do conteúdo. Serviços de conteúdo on-demand poderiam utilizar a plataforma do Facebook para cultivar o espírito de comunidade fazendo com que a própria rede social se torna numa plataforma de vídeo – conteúdo e interação social num só.

O estudo da Informa, que inqueriu executivos de televisão, telecomunicações e da Internet, revelou que 21,8% das empresas têm a capacidade de convencer os utilizadores a pagarem por conteúdo digital. Só 16,8% é que acreditam que empresas de telecomunicações possam vir a ocupar esse papel, enquanto 27,7% acreditam que serviços de on-demand estejam melhor equipados para alterar o comportamento do utilizador. A maioria acredita que o futuro está nas mãos de empresas como a Apple, Samsung ou Sony. Dado os resultados destas trés empresas, diria que o futuro está mesmo nas mãos da Apple Samsung.

De todo o conteúdo, não deveremos estranhar que o entretenimento é a categoria mais forte no que concerne ao pagamento do serviço, bem como no seu lado social – desporto, noticias e o tempo (40%). Mas o que se tem procurado mais, monetizar os filmes, parece ser o menos provável a tornar-se algo social (9%). De facto, o objectivo do um bom filme é de criar uma experiência imersiva, ou seja, pouco social.

O tablet emergiu do estudo como o dispositivo secundário mais importante (41,4%) para ver programas, com a capacidade de tornarem o utilizador mais social. Depois do tablet vaio o smartphone (35%) e depois o PC/Laptop (15,3%). Curioso foi o facto que a televisão foi o dispositivo menos capaz de se tornar social com apenas 8,6%. É de facto um resultado do sucesso que mobile tem tido no comportamento do utilizador e ainda estamos no inicio.

Faz assim pensar o que podemos verdadeiramente esperar de uma SmartTV, especialmente tendo em conta que os fabricantes estão apostar no lado social para incluir um acesso à Web e vários apps supostamente capazes de tornar o utilizador e a sua experiência, mais social.

Enquanto já sabemos o que a Samsung e outros fabricantes intendem como SmartTV, resta-nos só saber o que a Apple vai nos trazer, especialmente tendo em conta o que Steve Jobs disse na sua biografia – que a Apple tinha finalmente encontrado a solução.

Uma coisa é certa, só porque metade das televisões este ano vão supostamente ser vendidas como SmartTvs, não quer dizer que sejam de facto inteligentes, muito menos social, como alguns gostariam que acreditássemos. O consumidor vai comprá-las, mas não com o aspecto Smart como extra, mas sim incluído.

Se quer saber mais sobre SocialTV, poderá ver o evento SocialTV World Summit em Londres 22-23 Maio 2012.

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