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Foxconn

A era do secretismo da Apple parece ter acabado, mas não se ilude pois toda esta “transparência” é controlada e necessária para combater um problema de reputação que deveria estar afectar muitas outras marcas, mas Apple foi o alvo escolhido – bem vindo ao clubes dos grandes.

Rob Schmitz foi o jornalista responsável por ter desmascarado grande parte das acusações de Mike Daisey, um dos maiores críticos da Apple, que acabaram por ser invenções. Da mesma forma que a Apple castiga os jornalistas que dizem mal dos seus produtos, não os convidando mais para os eventos exclusivos na Apple, também celebra as “boas ações” e neste caso Schmitz foi o segundo jornalista a ter acesso à fabrica da Foxconn, produzindo este vídeo, quase promocional.

httpv://youtu.be/5cL60TYY8oQ

 

Depois de ver o vídeo pela primeira vez, apercebemo-nos que o mesmo foi cuidadosamente criado para nos dar um “inside look” enquanto na realidade não nos mostra nada (de novo). Também não sei o que esperávamos ver – o trabalho é monótono, os valores pagos são baixos e as horas longas. Na realidade nunca ouvi ninguém falar do trabalho de fabrica com entusiasmo, seja nos EUA, UK ou até Portugal.

Mas toda a discussão em torno das condições de trabalho nas fabricas da China, não foram em vão. Os resultados são bem claros, com melhores condições e vários aumentos nos ordenados, mas o problema é deveras complexo para um ou dois artigos, muitos menos por alguém não especializado nesta área.

Um dos trabalhadores da Foxconn pergunta como é que os Americanos alguma vez vão conseguir compreender as complexidades de viver num país tão pobre como a China:

“I’ve got a cousin who lives in the U.S., and from what I understand, the U.S. is a very rich country, at its peak; I can only dream of what it must be like. But China is so poor. I think it’s useless for us to judge each others’ countries without truly understanding the realities on the ground.”

 

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