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No domingo passado, Feliz Baumgartner, um skydiver da Áustria, saltou de uma altura de 39 quilómetros, atingindo uma velocidade estimada de 1,342 quilómetros por hora (Mach 1,24).

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Foram muitos os recordes que bateu, incluindo os 8 milhões de utilizadores que viram este salto em tempo real no YouTube. Para ter algum contexto, o recorde prévio era dos jogos Olímpicos que conseguiram meio milhão de utilizadores de uma só vez a ver a cobertura em tempo real.

Ao contrario do que se possa pensar, o custo para a Red Bull foi inferior aos investimentos a que a marca está habituada a fazer, especialmente desde que se iniciou na Formula 1. Mas o retorno foi estrondoso.

Já há muito que a Red Bull ocupa um lugar único de marca radical mas sempre com uma estratégia cuidadosamente gerida pela sua equipa brilhante de marketing. Dado o risco de esta “missão”, as filmagens chegaram-nos com um atraso de 20 segundos, não fosse alguma tragédia ocorrer.

Red Bull apoio mais de 600 atletas pelo mundo fora, investindo um terço das suas receitas no marketing. Red Bull não gere campanhas de marketing, mas cria sim autênticos acontecimentos mundiais, basta ler um email da Maddy Zeringue, porta voz da marca, quando explica que:

“The Red Bull Stratos mission is a professional flight test program. With the leadership of Red Bull Stratos technical project director, Art Thompson, a world-leading team of scientists, engineers and experts in aerospace medicine have been assembled to not only create the equipment necessary to help Felix reach his personal goal of freefall from 120,000 feet, but also to have the ability to deliver valuable physiological data to the scientific community.”

Red Bull conseguiu criar uma relação e confiança com a sua comunidade, uma que compreende que existem riscos nos desportos radicais, e que em alguns casos pode até ser fatal.

Mas este é mundo em que vivemos, com todos os desafios e perigos inerentes a quem procura viver o seu sonho. Não conheço nenhuma outra marca que consiga conviver com o risco da forma como a Red Bull o faz.

O planeamento e profissionalismo de toda a equipa técnica que apoiava Felix, nunca deixou que esta missão se tornasse numa acrobacia. Após alguns problemas com o seu capacete e quando Felix se apercebeu que estava a descer a uma velocidade superior aquela esperada, Felix acionou o para quedas mais cedo, mesmo sabendo que não iria ficar com o recorde de queda livre a 1500 metros.

Algumas informações interessantes da missão:

  • Um projeto de 5 anos
  • Planeamento durante os últimos 2 anos
  • Um salto que durou quase 4 horas
  • Felix em queda-livre: 4 minutos e 20 segundos (a 16 segundos do recorde anterior de Kittinger 1960)
  • Temperatura quando Felix sai da sua cápsula: -23º
  • Tamanho do balão de hélio que o elevou: 18 metros
  • Aceleração de zero a Mach 1 (1110 kms/h)

Quando Felix está pronto para dar o passo, quase como se tivesse a dar o primeiro passo na lua, a sua mensagem está preparada para ser recordada por muitos anos:

“I know the whole world is watching now. And I wish the world could see what I can see. Sometimes you have to get up really high to understand how small you really are. I’m going home now.”

E para quem duvida dos avanços da tecnologia e mundo em que vivemos hoje em dia, deixo-vos um comentário da Tam:

“I just used a global communication network to watch video footage and telemetry streamed in real time from the edge of space, where a man privately sponsored by an energy drink company leaped into the black sky and went supersonic without an aircraft.

What a fascinating modern world we live in!”

Imagens: Red Bull Stratos

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