in iPad

Na grande semana da Microsoft, a Apple tinha que vir estragar tudo, ou não. O seu próximo evento é mais um passo na sua estratégia, esperando assim que todos parem de assumir da Apple, um espetáculo de magia com inúmeros novos gadgets capazes de disruptar o mundo em que vivemos.

Ao contrario do que Steve Jobs alguma vez imaginou, a sua empresa está prestes a lançar um produto no qual ele próprio nunca acreditou, inclusivo falando publicamente contra a racionalidade do mesmo.

Mas esta estratégia é de facto a mais acertada. A guerra dos tablets é muito mais que preço, velocidade, design, memoria, resolução e opções. Estamos perante a maior guerra de sempre na área de tecnologia – a guerra dos ecossistemas, onde Android vs. iOS está prestes a levar com mais um concorrente, Windows 8.

Mas existem outras razões para que faça sentido a Apple lançar-se para o mercado inferior (preço e não qualidade) dos tablets. Da mesma forma que as eleições são muitas vezes ganhas quando um concorrente consegue convencer os indecisos apostar em si, esta guerra dos tablets não é diferente.

Apple quer, e necessita, de entrar no patamar abaixo para se certificar que o seu ecossistema continue a crescer. Quando uma marca lança um produto premium e ganha força no mercado, as restantes marcas são normalmente acordadas de forma violenta ao que não conseguiram prever. O iPad é o exemplo que demonstra o que acontece quando o mercado adormece.

Mas se por um lado, esse produto premium domina o mercado durante a fase inicial, normalmente pouco depois, a concorrência acorda e entre em campo. A típica estratégia é de entrar por baixo, ganhar quota de mercado, para depois inovar e melhorar para começar a roer o patamar acima.

Neste caso, a concorrência, permitiu que a Apple usufruísse de um período demasiado alargado, sem qualquer concorrência. Se não fosse a estratégia da Samsung, Apple provavelmente não iria necessitar de lançar um iPad Mini agora. Não esquecer que o Kindle é um dispositivo concebido para ligar à Amazon, que existe nos Estados Unidos e na Grã Bretanha.

Mas a Samsung fez mais que isso. Desta vez foi a Apple que deixou-se acomodar e quando se apercebeu o que estava acontecer, reagiu. O Samsung Galaxy Note demonstrou à Apple que existe mercado a explorar em versões mais pequenas do seu tablet. Será o próximo passo, o iPen?

Este raciocínio vai contra o que todos acreditar ser a estratégia da Apple, dado que a maioria diz que a Apple nunca reage mas sim define o seu caminho indiferente ao que os outros fazem – naive nas melhores das hipóteses.

Apple comete erros e nem sempre são pequenos, e é impossível uma empresa do tamanho da Apple ignorar o mercado, até porque o mercado está todo virado e focado nela.

iPad Mini

Assim sendo, o iPad Mini, que ira ter certamente outro nome (provavelmente só iPad), será vendido a $ 249-299 para a versão de 8GB, e o de 16GB $100 mais caro. Certamente que o objectivo da Apple é de ter um iPad disponível de $299, $399, $499, $599, $699 e $799, deixando pouca margem para discussões relacionadas com preço.

A Apple tem um vantagem em ter somente um produto com vários tamanhos e opções de memoria, 3G/4G/LTE, resolução e Wi-FI. A escolha torna-se muito mais simples para o consumidor. Nada pior que estar numa loja a tentar compreender qual o melhor tablet, especialmente para a maioria dos consumidores que não percebem nada de tecnologia, nem querem. Este é o presente desafio para qualquer pessoa que queira comprar um laptop – notebook, ultrabook, portátil – depois vêm todas as diferentes versões de todas as marcas que se têm dedicado a criar nomes para os seus produtos, nomes que mais rapidamente estaríamos à esperar de encontrar em preservativos.

Condom Or Android

Não espere retina display nos modelos mais baratos do min iPad pois a Apple não lança nada que não tenha uma margem brutal, e em alguns casos, pornográfica – o iPhone tem uma margem de 49% a 58% nos Estados Unidos enquanto o iPad “só tem” 23% a 32% nos EUA.

Com quase 500 milhões de cartões de crédito ativos no seu Apple Store, uma empresa que esteve à beira da falência e que neste momento é a maior empresa de tecnologia, pode também ser considerada um banco, ou potencial banco. E é isto que impede que a Apple consiga facilmente lançar a televisão que sempre quis. As maiores empresas com conteúdo (Hollywood) tem um tremendo medo da Apple e do seu poder, basta ver o que ela conseguiu no mercado discográfico.

Seja como for, a Samsung continua a lutar e bem e a Microsoft está prestes a lançar Windows 8 e o seu Surface tablet que já está disponível para compra online. Não espere grande volume de vendas no inicio pois o consumidor vai ter que perceber se ajusta ou não ao novo sistema operativo da Microsoft. Mas com mais de $ 1.5 mil milhões de USD a serem investidos em campanhas para o Microsoft Windows 8, os próximos meses, até ao Natal, vão ser interessantes.

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