in Tecnologia

Este ano, Harvard e MIT anunciaram um projeto de $60 milhões de USD para colocarem os seus cursos online de forma gratuita. Não são versões reduzidas ou amostras. São the real thing.

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Esta parceria, que se chama edX, pretende chegar a mil milhões de pessoas, pelo mundo fora – educação para quem só necessita de uma ligação de internet. Basta inscrever-se e começar aprender.

Anant Agarwal, presidente do edX e computer scientist de MIT, acredita que “este é o ano de disrupção da educação” sendo que estamos “na altura certa dado que a Internet está agora disponível na maior parte do mundo. Computadores e tablets tornaram-se relativamente baratos. Esta tudo acontecer muito depressa, mesmo.”

edX faz parte de um movimento à escala internacional, liderado por três empresas, duas das quais, Udacity e Coursera, são empresas de educação gratuita online. O objectivo das três é para disponibilizar edução, de forma gratuita, para o mundo inteiro.

Mas Anant Agarwal explica que edX tem também como objectivo, ou missão, melhorar o ensino. A tecnologia pode, e vai, ajudar criar cursos à medida, sobretudo ajustando-se ao estudante do século XXI – como vivem e trabalham.

Num pouco espaço de existência, já perceberam que a maioria dos alunos veem os vídeos entre a meia noite e as duas da manhã, mas na própria Harvard, os estudantes têm que ir depois às aulas de manhã. Integrando uma maior interação nos vídeos, permite que se possa aprender em qualquer lado, a qualquer altura.

Mas o software da edX é muito mais que uma forma de apresentar as aulas de Harvard, MIT, Texas e em breve, mais umas quantas Universidades. Através da gravação de cada keystroke e mouseclick de cada estudante online, podem assim também aprender sobre a forma como cada um de nós aprende online e a forma como interagimos com os professores e material dos cursos.

A educação online pode melhorar as ferramentas e o próprio processo de aprendizagem, como também pode ajudar a perceber como cada um o utiliza. Este é um ciclo virtuoso.

Estamos prestes assim também a ver uma nova universidade aparecer – a low cost, onde se utiliza as suas salas, computadores e banda larga por um fee só para depois ter todos os cursos online gratuitos utilizados como conteúdo.

Numa era em que cada vez mais, o “canudo” tem menos valor, especialmente quando não é das melhores universidades do país e dos mundo, porque gastar tempo e dinheiro nas universidades privadas que não gozam da reputação das poucos outras em que ainda vale a pena investir?

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