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Miguel Muñoz DuarteGuest post do Miguel Muñoz Duarte, Chief Inspiration Officer da iMatch, responsável pelo sucesso do Portugal ignite, e agora traz-nos o conceito LisbonBIGapps, uma competição para empreendedores dedicado à Cidade de Lisboa. 

A Samsung é a marca de tecnologia do momento. Tem vindo a crescer, está em todas, lidera e está a gerar um buzz que começa a incomodar muita gente.

Em Palo Alto, na sede da Apple, onde antes já se odiou a IBM, onde depois se diabolizou a Microsoft e onde recentemente se apontavam as armas à Google, não se fala de outra coisa. Steve Jobs estaria neste momento a mudar os alvos em direcção à marca coreana, e começaria já a galvanizar as tropas e a preparar as habituais alfinetadas para este novo “inimigo”.

No entanto, há algo diferente nestas novas e estranhas forças do mal. Talvez por serem coreanas e o primeiro inimigo não americano, ou talvez por terem aprendido com o passado…

Steve Jobs estaria neste momento a experimentar, explorar, investigar e esmiuçar estes inimigos e seus produtos, sempre com o seu quê de obsessivo. É esse exercício que vamos aqui relatar: Steve Jobs a experimentar a mais recente inovação da Samsung – o Galaxy Note II.

Para quem não conhece, estamos a falar de um device que fica algures entre os smartphones (tipicamente de 3,5″ a 4,5″) e os Mini tablets (entre os 7″ e os 10″). O Note II é um smartphone-tablet ou phablet (phone + tablet) como já lhe chamam.

A máquina interior é uma das mais avançadas e rápidas do mercado com o seu processador quad-core de 1.6 GHz, écran de precisão fabulosa de 5.5″, 2 GB de RAM e um disco de armazenamento cheio de Gb. Até aqui tudo bem, mas a Samsung parece que entendeu que hardware tem que trabalhar integralmente com o software para uma experiência perfeita e foi isso que desenhou. O Note II funciona com o mais recente sistema Android 4.1 “Jelly Bean” numa comunhão quase perfeita, apoiada por um multi-touch quase perfeito e potenciado por uma ferramenta que faria Steve Jobs engolir as criticas:  a inovadora e melhorada S Pen, que recupera (reinventando) o imaginário das PDA’s indo de encontro a um Insight que não entendemos como a Apple ainda não viu (muitos dos utilizadores iPad estão a usar ou necessitam um stylus não tanto como interface mas sobretudo para escrever ou desenhar).

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E como é que Steve Jobs veria o Note II?

Obviamente que a característica que mais salta à vista é o seu tamanho. Steve passaria algum tempo a gozar com o “tijolo”, a “televisão”, … depreciando o device pelo seu aspecto exterior e pelo “não segmento” que aparentemente representa. Todos os que põem os olhos no Note II não conseguem evitar um comentário jocoso.

Mas Steve rapidamente ultrapassaria as piadinhas sobre este phablet e começaria a explorar o seu real interesse para a vida das pessoas. Essa era sempre a sua preocupação. E é precisamente quando começamos a utilizar esta magnífica obra da tecnologia que entendemos que a Samsung sabe o que está a fazer. O phablet é de facto, algo grande para telemóvel, mas tem a dimensão ideal para trabalhar quando estamos em movimento e resolve uma série de problemas quer dos smartphones (smart but small) quer dos tablets (grandes de mais para caberem no bolso). Melhora a experiencia de ver mails, de preparar documentos, de tirar notas, de navegar na internet,… Não só pela dimensão e qualidade do écran, mas também pela rapidez e fluidez com que hardware e software operam. É rápido que se farta e tem a dimensão certa para ao termos que andar com o iPad ou Mini-tablet atras. E isso pode ser priceless.

Mas a dimensão aparentemente exagerada á primeira vista, mas acertada depois de experimentada, é apenas uma parte da questão. O funcionamento do Note II (e do Android) não deixa ninguém indiferente… E chega mesmo a ser magico. E Steve teria ficado louco em ver a forma como algumas coisas acontecem, sobretudo porque adoraria ter sido ele a apresentar estas features nos seus keynotes:

  • teclar usando o swipe, que no Note II pela dimensão e velocidade, fica ainda mais impressionantemente rápido e intuitivo
  • cortar e colar usando a SPen, que permite não so fazer o mesmo que os dedos fazem, mas sobretudo ser usada para recortar elementos que queremos capturar (um screenshot recortado)
  • reconhecimento de escrita absolutamente fantástico, ficando a anos luz das saudosas PDA’s
  • multi-window browsing que permite ter duas aplicações visíveis no écran ao mesmo tempo, facilitadas pelas dimensão jeitosa do Note II
  • clipboard cumulativo, que permite ir adicionando  coisas para copiar, podendo recorrer a cada uma delas depois sem grande esforço e muita praticidade
  • câmara de fotografar e filmar que para além da grande qualidade e rapidez inacreditável, vem já equipada com muitos e bons filtros, boas e úteis opções que fazem desta maquina também uma excelente

E podíamos continuar com outras features, widgets ou apps que no Note II parece que ficam melhores, funcionando em sintonia perfeita com o hardware de topo que temos aqui.

Coincidência ou não, esta Samsung que entende que nao é a tecnologia mas a necessidade humana que faz a diferença, vem exercer ainda mais pressão sobre a Apple numa altura de fragilidade para a marca da maçã. Todos estamos expectantes de como vai responder Tim Cook, numa altura em que os analistas parecem querer começar a preparar o seu caixão. Será que espírito de Steve ainda anda por Cupertino ou mudou-se para a Ásia?

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