in Mobile

A Samsung apresentou o novo Galaxy S4 no coração dos Estados Unidos – Radio City Hall em Nova Iorque, fora de todos os outros grandes eventos, nomeadamente o World Mobile Congress que aconteceu o mês passado em Barcelona.

As melhorias são muitas, mas como a Apple, alguns esperam agora, demasiado das empresas que nos trouxeram uma autentica revolução no que concerne a mobile.

O software e controlos que advém dos nossos gestos, poderão bem ser algumas das novidades do Galaxy S4, mas o hardware também ganhou algumas melhorias. O ecrã aumentou e como todos os outros novos modelos, o novo smartphone emagreceu. A sua velocidade aumentou e o ecrã melhorou de qualidade.

Algo interessante é a inclusão de 2 novos sensores no interior do S4 – um para medir temperatura, outro para a humidade. Os sensores são importantes para as novas funcionalidades como tão ou mais importante para os developers que podem assim melhor potenciar os seus futuros apps – Health.

Utilizando a nova funcionalidade da Samsung, Air Wave, o utilizador pode agora fazer gestos para controlar o seu smartphone sem que tenha que tocar no ecrã. Mais, outras funcionalidades permitem que um vídeo inicie quando o smartphone detecta que está a olhar para o ecrã, bem como a mesma funcionalidade, para o vídeo quando olha para outro lado, nunca assim perdendo o conteúdo. Algo que acho que iria com tempo desligar, muito interessante que pareça no inicio.

O grande desafio com toda esta nova tecnologia é na educação do cliente em como o deve utilizar, pois sem essa preciosa ajuda, a maioria acaba por não perceber e assim deixa a tecnologia passar a secundário.

Samsung Marketing

Mas com todo o sucesso da Samsung em mobile, algo estranho continua acontecer, quer no caminho de marketing traçado pela Samsung, quer nas apresentações dos novos produtos. É que não basta apresentar em Nova Iorque, é importante mostrar que se percebe o mood – a apresentação do Galaxy S4, acabou por se revelar demasiado “Broadway dos anos 60” para muitos dos que foram à espera de mais.

Molly Wood, uma jornalista da CNET, não resistiu escrever o artigo “Samsung GS4 launch: Tone-deaf and shockingly sexist” em que descreve uma apresentação repleta de estereótipos, algo que já tinha forçado a Samsung abandonar a sua campanha de blogger outreach, aqui em Portugal.

Seja como for, o Samsung Galaxy S4, S3, Note, Note II bem como a sua câmara, revelam que a Samsung está claramente posicionada para ocupar um dos primeiros lugares na guerra mobile, e parece-me que o utilizador pouco se interessa pela apresentação e algumas gafes de marketing – o produto fala por si próprio, graças também ao trabalho que a Google têm desenvolvido com o seu sistema operativo Android.

[quote align=”right” color=”#999999″] “There’s iPhone. And Then There’s Everything Else” – Apple [/quote]

Num passado mais recente, a Apple revelou-se irreverente a tudo que outros faziam, provavelmente resultado de um período em que parecia que ninguém chegava-lhe aos calcanhares. Mas algo aconteceu. Samsung.

No dia anterior ao lançamento do Samsung Galaxy S4, Apple decidiu criar uma página dedicada à listagem de razões pelo qual a empresa acha que não há nada mais no mercado de smartphones – algo naive e que até este dia pensava-se ser uma brincadeira de Siri quando lhe perguntávamos – “what’s the best smartphone?”.

Mas a página está claramente focada nos indecisos. Muito como as eleições nos Estados Unidos, o futuro pertence a quem conseguir mover os indecisos e agora existem alternativas que deixam os indecisos ainda mais indecisos – a compra final será certamente emotiva.

Mas quem os ganhar, não só recebe um novo cliente, como também poderá usufruir de um(a) brand ambassador que irá mostrar o seu novo smartphone à sua mais próxima comunidade, provavelmente de indecisos.

Mais, com cada cliente que entra no ecossistema iOS ou Android, o futuro não deverá ver grandes deserção pois ambos continuam a inovar.

Interessante é ver agora Samsung a iterar o seu flagship product, algo que muitos criticaram, e ainda criticam a Apple por fazer o mesmo – a maioria que assume erradamente que as marcas inovem de forma constante disruptando o mercado continuamente – uma ilusão.

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