in Recrutamento

Já ouvi esta frase dezenas de vezes e cada vez a idade de que falam baixa. De igual forma, nas muitas palestras em universidades que dou, encontro muitos licenciados a dizerem-me que não conseguem oportunidades por não terem idade e experiência suficiente. Numa palestra há umas semanas, uma participante dizia: “Já tenho 30 anos… agora ninguém me quer”. Mas afinal, há alguma verdade na expressão ou não?

Da minha experiência no contacto com centenas de desempregados a resposta é sim e não.

Sim, porque de facto existem empregadores que tem um “filtro” para a idade e raramente olham sequer para uma candidatura acima de um determinado patamar.

Não, porque existem formas de ultrapassar esses filtros e conseguir criar impacto no empregador.

Vamos escalpelizar a questão um pouco.

Quando questionei empregadores sobre porque não queriam alguém de uma faixa etária, as respostas mais comuns foram:

  • Porque não tem a mesma garra e energia de um jovem
  • Porque pode ter hábitos (vícios) muito enraizados e tem resistência a aprender novas tecnologias/ferramentas/ideias
  • Porque em breve quer reformar-se

Quando os questionei sobre quais as menos-valias de contratar alguém muito jovem, responderem:

  • Falta de experiência e competência
  • Falta de sentido de responsabilidade e compromisso
  • Falta de capacidade de lidar com situações inesperadas

Se analisarmos estas opiniões vemos que, sejamos mais juniores ou séniores, para nos destacarmos dos restantes candidatos, teremos de aliar as diferentes vantagens. Isto quer dizer que, independentemente da nossa idade, temos de mostrar energia, disponibilidade para aprender, capacidade de resolver situações, competência, sentido de missão e compromisso, responsabilidade e flexibilidade mental.

Se quando olha para esta descrição sente que lhe falta uma ou várias, é agora o momento para as trabalhar e melhorar.

Lembre-se de que de nada vale tê-las, se não as mostrar pelo que, novo ou velho, terá de encontrar forma de conseguir chegar à fala com o decisor e convence-lo que é a pessoa certa para o cargo. Se não conseguir fazê-lo, se calhar não é.

Boa sorte.

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