in Tecnologia

Um residente da cidade de Nova Iorque alugou o seu apartamento para uma estadia de 3 dias mas um juiz obrigou-o a pagar uma coima de $ 2.400,00 USD. Mas este não é o único caso apresentado em tribunal, com outros semelhantes à espera de uma audiência em São Francisco.

Airbnb faz a ponte entre quem viaja e procura alojamento e quem tem uma casa, andar ou quarto para alugar. Um excelente exemplo de um startup que iniciou na aceleradora Y-Combinator e tonou-se num caso de sucesso. Mas o problema com a tecnologia é que a mesma raramente é acompanhada por uma adaptação da legislação em vigor.

Neste caso especifico, a legislação de Nova Iorque proíbe o aluguer de um apartamento por menos que 29 dias, mas só nesta cidade, existem mais de 30,000 habitantes registados com um espaço disponível para alugar.

Este caso centrava na violação de legislação para hotéis bem como o código de construção. Nigel Warren acabou por ser condenado com base na legislação para hotéis mas mesmo isso tornou o negocio em si, uma gigante perda financeira.

Este caso pode bem vir a ter repercussões para o maior site de alugueres, mesmo que não seja direto, pois muitos vão pensar duas vezes antes de alugar o seu apartamento. O retorno não compensa de forma alguma o risco, ou neste caso, a percepção do risco.

Airbnb publicou a seguinte resposta: “It is time to fix this law and protect hosts who occasionally rent out their own homes,” the statement reads. “Eighty-seven percent of Airbnb hosts in New York list just a home they live in–they are average New Yorkers trying to make ends meet, not illegal hotels that should be subject to the 2010 law.”

Se por um lado, esta lei é só aplicada após uma queixa, por outro o numero de queixas tem aumentado e isto poderá bem se tornar uma arma para aqueles que nunca iriam querer pagar – imagina-se as ameaças.

Este é um exemplo de um dos muitos desafios que startups presentemente enfrentam quando disruptam um mercado, bem como quando existe uma falta de sintonia entre a legislação e inovação.

In Crain’s NewYork Business

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