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Há muito que psicólogos e filósofos procuram respostas para o que motiva o ser humano.

Embora as correntes de pensamento sejam diversas e com teorias várias, quase todas elas estão de acordo que a “procura do prazer” e a “fuga da dor” são dois programas que utilizamos na escolha de opções ou ações a realizar (muitas vezes inconsciente).

Este é, obviamente, um tema muito rico, sendo que irei apenas explorar a vertente mais simples dos programas, para que possamos ficar com uma percepção de como podemos lidar com este binómio.

Se acreditamos nesta perspetiva de Dor vs. Prazer, então acreditaremos que todos estamos 100% motivados 100% do tempo. Pode é acontecer de não estarmos motivados para o que queríamos.

Para clarificar imagine a seguinte situação que está neste momento a acontecer dentro de si:

Imagine que tem dentro da sua cabeça uma balança de pratos. Num dos pratos diz “O que ganho ao estar a ler este artigo e,  O que perco se parar de o ler”, e lá estarão items como “a leitura é agradável, o tema interessa-me, quero saber como isto vai acabar, não posso perder este conhecimento”. No outro diz o inverso “O que ganho em parar de ler & O que perco se continuar a ler” e tem coisas como “isto é chato, podia estar a ver o Big Brother VIP, o meu patrão está aqui atrás”.

Neste momento sei que está altamente motivado para ler este artigo… porque está! Ou seja, a balança está a pender mais para um dos lados. Claro que a qualquer momento a situação pode alterar-se, por diversos motivos e ficar mais motivado para ir fazer outra tarefa.

Ao percebermos o quão simples é o mecanismo, ganhamos o poder de começar a brincar com ele em nós e também em compreender melhor as ações dos outros. O que quer que um colaborador esteja a fazer, é onde a sua motivação está naquele momento, pelo que para alterar comportamentos há que alterar a balança…

Em próximos artigos iremos explorar como altera-la de forma eficaz e os mitos que existem sobre o tema.

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