in Mobile

Estamos perante uma autêntica guerra aberta entre inúmeros fornecedores de messaging para se tornarem o sistema de facto, a escolha das massas e mais especificamente a geração de nativos digitais (Y Gen).

Conforme o estudo da OnDevice Research, que inquiriu 3,759 pessoas com smartphones em 5 países diferentes (US, Brasil, África do Sul, Indonésia e China), Facebook perdeu a sua liderança em messaging para a WhatsApp – Zuckerberg já tinha admitido que se Facebook tivesse sido lançado nos últimos 2 anos, seria certamente uma app.

Social messaging apps têm tido um enorme crescimento dado à sua natureza e capacidade de disrupção, num mercado onde os utilizadores eram forçados a pagar para enviar mensagens – SMS. Na realidade nunca fez sentido, pelo menos desde que existem os dados, pois o SMS poderia bem ser integrado no serviço de dados. As operadoras sabiam isto e assim tornou-se inevitável que o mercado reagisse à oportunidade.

Mas estas constantes mudanças dos utilizadores de serviço para serviço preocupam qualquer empresa que intenciona criar um futuro sólida nesta área de negócio. WhatsApp lidera agora o messaging, sendo que nos Estados Unidos, Facebook perdeu a sua liderança com 35% versus WhatsApp com 45% de utilização.

Messaging Apps War

Interessante é ver o impacto que diferentes culturas têm no sucesso de cada um destes serviços. BBM, o serviço de mensagens da Blackberry (RIM) continua a liderar na África do Sul e Indonésia independentemente de ter perdido a guerra de smartphones à Android. Mas como BBM está disponível para iOS e Android, o impacto no serviço de messaging foi atenuado – pouco depois de um mês do lançamento do BBM para todos os sistemas operativos. África do Sul representa 34% e a Indonésia 37% do mercado de messaging.

Messaging Apps War

Noutros países, outros serviços estão a dominar, tal como o WeChat que na China representa 93% de penetração, e assim conseguiu contaminar outros países com o seu sucesso – 20% utiliza WeChat semanalmente na Indonésia e 18% na África do Sul. Até nos Estados Unidos, WeChat conseguiu 6% – pode parecer pouco mas não nos podemos esquecer que o serviço é relativamente novo e Chinês.

A campanha da Optimus com a WTF pode ter falhado na linguagem e pobre colagem à novidade dos YouTubbers, mas acertou na importância das redes sociais no messaging. Apps de chat são agora o principal veiculo de comunicação através do smartphone – não é de estranhar, sendo que todas são gratuitas caso tenha acesso a WiFi. A utilização de messaging diariamente nestes 5 países representa uma esmagadora penetração de 86% comparado com 73% que utilizam voz, 75% SMS e 60% email.

Messaging Apps War

Esta tendência tem a maioria das operadoras de telecomunicações aterrorizadas dado à velocidade a que a restante população evolve de dumbphones (featureless) para smartphones. Se equacionarmos a mudança da geração Y de conversa para escrita na sua forma de comunicar, o futuro em breve irá ter mais a ver com dados do que chamadas. De qualquer das formas, nada é dado como certo se analisarmos que na China, somente 40% utiliza o smartphone para email, o que poderá também, ou não (o tempo dirá), indicar mais uma mudança na forma como comunicamos – 69% utilizam email nos Estados Unidos no seu smartphone.

O maior desafio para estes novos serviços será certamente a forma como cada um vai conseguir, ou não, fazer dinheiro com estes serviços gratuitos. Não passará pela publicidade dado que esta nova geração é alérgica à interrupção da sua experiência “gratuita”. Alguns serviços de chat já estão a ter alguns resultados interessantes com os stickers, autocolantes virtuais – os atuais demonstram sentimentos de quem envia a mensagem – triste, contente, pensativo, otimista, etc. O smiley é obviamente o mais conhecido, integrado e disponível em todas as formas de comunicação escrita. Mas as empresas de serviço de messaging verificaram que os utilizadores até estão disponíveis para pagar por outros stickers, mais originais.

Na Indonésia, 84% já utilizaram estes stickers, sendo que esta percentagem alta poderá ter a ver com o facto que os mesmos tiveram a sua origem na Asia – 20% já pagaram e 9% compram os stickers com regularidade. No Japão, esta forma de gerar receitas já demonstra alguma promessa com uma só empresa a faturar $27 milhões de USD no terceiro trimestre de 2013 – o novo mercado de ringtones?

Veja o estudo e seus resultados aqui:

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