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Já escrevi várias vezes sobre as SmartTvs e a falta de inteligência das mesmas. Mas as SmartTvs fazem parte de um movimento cujo objetivo é tornar as nossas casas mais inteligentes. Mais inteligentes, sim.

Este ano no CES 2014 em Las Vegas, as duas principais tendências foram wearable tech e a connected home. A ultima faz parte desta nova era de “internet of things”. Ao que a CES já nos habitou, ambas as tendências deixam ainda muita a desejar.

Se por um lado os fabricantes querem nos convencer que devemos equipar a nossa casa com eletrodomésticos inteligentes, que pensam por nós e antecipam as nossas necessidades, por outro lado esquecem-se de algo tão simples como a segurança.

Enquanto nos preocupamos com possíveis viroses e programas que tomam conta dos nos computadores, agora, ao que parece, vamos ter que nos preocupar com o frigorífico também. Não se o mesmo mantém a temperatura desejada, mas se o mesmo é comandado à distância para fazer parte de um exército de maquinas preparados para infligir o caos através de envio de emails massificados.

Proofpoint, uma empresa de internet-security, revelou que mais de 100,000 gadgets, SmartTvs e “smart refrigerators” foram alvos de um ataque cibernético entre o dia 23 de Dezembro e 6 de Janeiro deste ano.

Ao que parece, 750,000 e-mails foram enviados de mais de 100,000 aparelhos comandados por “thingbots” que foram remotamente instalados. Pela primeira vez, um dos alvos identificados foi o frigorífico inteligente.

David Knight, general manager da Proofpoint, explicou que:

“Many of these devices are poorly protected at best and consumers have virtually no way to detect or fix infections when they do occur. We may find distributed attacks increasing as more and more of these devices come online and attackers find additional ways to exploit them.”

Mas agora ficámos a saber que a nossa escova de dentes poderá também ser cúmplice. Aliás, tudo que liga à internet corre o risco de ser alvo de algum ataque.

Preocupante se pensarmos que a maioria dos automóveis preparam-se agora para se conectarem à Internet. Esta é uma das muitas razões pelo qual a noticia da compra da empresa Nest por parte da Google por $3.2 mil milhões de USD, criou algum desconforto por parte daqueles que lutam por um maior nível de privacidade.

A International Data Corporation (IDC), prevê que em 2020, vão existir mais de 30 mil milhões de aparelhos conectados à Internet, razão essa que  aumenta a preocupação com o futuro da “Internet of Things”. Estes aparelhos, com o seu diminuído nível de proteção, vão só exasperar um problema que nos últimos anos revelou-se cada vez mais sério.

Basta só utilizar um app que procura o router numa rede wireless, e que pesquisa online através da sua marca e modelo, as passwords e configurações de raiz, verificamos que a maioria das pessoas não as muda, deixando em aberto o acesso a qualquer pessoa com os mais básicos de conhecimentos.

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