in Facebook

Já várias vezes questionamos a eficácia da utilização do Facebook para marketing. Sim, devemos estar onde os nossos clientes estão, e sim, eles estão todos no Facebook. Mas as regras têm mudado e quem acaba por sofrer são as marcas e criadores de conteúdo.

O numero de Likes é importante mas infelizmente tem um valor incomparável com o que existia antes – o fã. Este é um case study que comprova qualidade é sempre melhor que quantidade.

Facebook não só está a sofrer com o seu sucesso, com mais de 1,3 mil milhões de utilizadores, como também está a ter serias dificuldades em lidar com a falta de espaço para publicidade. Mas pior, o seu sistema é disfuncional.

Não tenho problema em pagar para publicitar a minha página. Compreendo e faz sentido. Estou a criar uma comunidade. Com a qualidade do conteúdo o crescimento dessa comunidade acaba por ser tão orgânica como paga. Mas o problema reside no facto que tive, como todos os outros, de começar a pagar, para que aqueles que tinha pago para ter como seguidores, conseguirem ver o que publico.

Enquanto lidávamos com o problema de ter de pagar para verem o nosso conteúdo, nunca imaginamos que ao comprar publicidade no Facebook, ao Facebook, iríamos ter seguidores do Egito, Índia, Filipinas, Paquistão, China e todos os outros países onde existem pessoas que são pagas simplesmente para clicar em Likes.

Confuso? Nem por isso, pois Derek Muller, um Youtuber/blogger e cientista, explica bem este novo fenómeno. Supostamente, ao comprar uma campanha no Facebook, em vez de ir aos serviços que vendem Likes, a qualidade de seguidores deveria ser alta – ou seja aqueles que têm na verdade interesse na sua página.

Estes Click Farms, empresas que vendem likes, instruíram os seus exércitos de “likers” a clicar nos anúncios do Facebook. Pode parecer contra produtivo – clicar sem que sejam pagos? Sim. É que assim evitam ser apanhados pelos algoritmos do Facebook.

Quanto mais likes eles clicarem, mais diluem a sua presença nociva no mercado negro de compra de likes. Esta estratégia só dificulta o trabalho aos engenheiros do Facebook dado que o comportamento é aleatório. Enquanto clicam para clientes seus, vão clicando noutros, através de anúncios, para não se destacarem.

Pior ainda é que com elevados números de Likes de contas falsas, mais difícil torna-se chegar aos verdadeiros utilizadores dado que o Facebook continua a sufocar a mangueira – permitindo uma pequena fração de seguidores a receberem os seus posts nos seus feeds.

Na realidade, todos estes Likes têm sido benéficos para o Facebook, isto claro até alguém se ter apercebido e agora que o problema foi identificado, Facebook vai ter sérios problemas de credibilidade caso não consiga resolver, ou pelo menos atenuar, esta fraude.

A pergunta agora é, o que é mais barato, comprar Likes a uma empresa que presta este serviço ou ao próprio Facebook?

A resposta do Facebook demonstra a gravidade da situação mas a ultima frase também demonstra uma certa negação, acreditando que com alguma sorte, os utilizadores irão esquecer esta noticia. Os gatos voltaram a salvar o dia.

Fake likes don’t help us. For the last two years, we have focused on proving that our ads drive business results and we have even updated our ads to focus more on driving business objectives. Those kinds of real-world results would not be possible with fake likes. In addition, we are continually improving the systems we have to monitor and remove fake likes from the system.

Just to be clear, he created a low quality Page about something a lot of people like – cats. He spent $10 and got 150 people who liked cats to like the Page. They may also like a lot of other Pages which does not mean that they are not real people – lots of real people like lots of things.

O Problema Com o facebook

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In Washington Post

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