in Social Media

Uma coisa é certa, vivemos na era de real time marketing, mas as ferramentas que temos ao nosso dispor nem sempre nos ajudam a concretizar os nossos objetivos. Mas um único Tweet veio novamente incendiar esta discussão sobre a (in)eficácia do Facebook.

Enquanto a Adidas decidiu parar de utilizar Luis Suarez no seu marketing para a Copa Mundial do Brasil, outras empresas tais como a Netflix, McDonalds, Trident, Whataburger, Whole Foods, MLB, TGI Fridays, JCPenney e Snickers abraçaram a controvérsia da mordidela para demonstrar a sua capacidade de utilizar eventos em tempo real para divulgar as suas marcas.

Mas foi Rhys Hillman, senior digital strategist da BBDO, agencia que representa a marca Snickers, que decidiu publicar na sua conta do Twitter, a comparação entre o Facebook e Twitter como plataformas capazes de ir ao encontro dos objetivos das marcas online.

O resultado foi algo que já era do conhecimento da maioria dos marketers – no Twitter, “Hey @luis16suarez. Next time you’re hungry just grab a Snickers. #worldcup #luissuarez #EatASNICKERS” — conseguiu 39,000 retweets e 17,000 favorites enquanto no Facebook, “Next time you’re hungry just grab a Snickers. #WorldCup” conseguiu somente 5,000 likes.

De facto ambas as mensagens não são iguais, dado que no Facebook, a agência da Snickers não colocou o hashtag #luissuarez e acabou por criar um post mais insípido – mas isto não me parece significativo dado a enorme diferença nos resultados e o tamanho da comunidade da Snickers no Facebook – 11 milhões de likes versus 50,000 followers.

Mas 11 milhões de likes não perfazem uma comunidade especialmente quando aqueles que querem estar a par das novidades não recebem a informação. Todos aceitamos a nova realidade do Facebook, onde temos que pagar para ter publicidade visível a terceiros, mas a publicidade utiliza a mesma principal funcionalidade ou razão de utilizar Facebook – sabermos o que outros amigos, e marcas que escolhemos seguir, fazem.

Já há muito que se verifica a ineficácia do timeline no Facebook, quer para as marcas, quer para os utilizadores, e isso poderá bem vir a ser um dos sintomas de que algo está verdadeiramente mal com a maior rede social do mundo. Ao contrário das instituições financeiras, Facebook não é “too big to fail”.

O desafio está na capacidade do Facebook manter a sua relevância numa altura em que os utilizadores escolhem o app como destino para cada funcionalidade especifica – Instagram, Whatsapp, SnapChat, etc.

Mas o core de Facebook continua a ser, supostamente a comunidade, onde se partilha tudo, inclusivo de outros locais na Web. Mas a partilha necessita de acesso a terceiros para cumprir com a sua missão. Se não o vemos, porque partilhar?

Imagem: Nate Bolt

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