Uma Brincadeira de Mau Gosto

Um passageiro constipado teve a infeliz ideia de dizer que era portador do vírus Ébola. Uma piada sem piada com consequências tão caricatas como assustadoras.

É que o senhor escolheu um avião da US Airways que preparava para levar os seus passageiros para a República Dominicana. Avião esse que ainda estava num aeroporto americano, onde assumem que tudo é um possível risco.

https://youtube.com/watch?v=LJhWVsx1U8c%3F

Ainda bem que a maioria dos passageiros tinha um smartphone para se entreterem a filmar não tendo assim que se preocuparem com a dimensão da situação – o que poderia ter acontecido…

Uma “brincadeira” que atrasou um avião 2 horas, levou o homem a ser detido e demonstrou ao mundo o que acontece quando temos a infelicidade de dizer algo inoportuno.

Políticos no Lixo [vídeo]

Um protesto contra o parlamento Ucraniano não é, infelizmente, nada de novo nos dias que correm. Mas a forma original que os manifestantes encontraram para passar a sua mensagem é original.

Depois do parlamento ter concedido uma amnistia aos rebeldes pró-Rússia, em vez de incendiarem os caixotes de lixo, como é habitual na maioria das manifestações, a multidão decidiu por uso a um contentor de lixo, colocando o ministro Vitaly Zhuravsky lá dentro. A imprensa estava presente e o vídeo rapidamente apareceu online.

https://youtube.com/watch?v=RJR1wz7muFI%3F

O restante parece-me desnecessário dado que a mensagem ficou bem clara para todos os outros ministros – lixo é no lixo. Assumo que quem vê este vídeo fica a pensar o mesmo… e se pudéssemos fazer isto cá? Quem iria para o lixo?

Pode sempre deixar a sua sugestão nos comentários – quem é porquê.

HTC One (M8) Arrisca Na Inteligência Coletiva da Web

HTC decidiu apostar numa campanha reconhecendo o poder da Web e na premissa que todos juntos criam a tal “inteligência colectiva” (Tim O’Reilly – Collective Intelligence). Assumo que também estejam a contar com o inverso, que por defeito, manifesta-se numa “estupidez coletiva” – algo que se parece mais com a Web que conhecemos hoje.

https://youtube.com/watch?v=WHdYDNs0qq4%3F

Gary Oldman transmite a segurança do produto através de 3 princípios importantes:

  1. Teaser: Podíamos lhe contar tudo mas não vamos – mistério e intriga;
  2. Exclusividade: Não é para todos – joga com a nossa constante procura do que é verdadeiramente diferente e único concedendo uma maior relevância à nossa existência;
  3. Confiança: Pergunte a outros o que acham do nosso produto.

Esta campanha surge só depois de terem percebido qual a reação na Web do seu novo smartphone, com alguns proclamando “A design that puts its rivals to shame”, “Elegant style, raw power, and sophisticated features make the HTC One M8 an excellent smartphone choice for anyone but the most exacting photographer” e “The result offers up something that can compete with Samsung on the technological front yet still stand toe-to-toe with Apple”.

O poder de uma visão retrospetiva.

Escova de Dentes da Oral B com Bluetooth e App

Um dos exemplos da interconetividade, apresentado na Connected City na MWC 2014 em Barcelona, foi a escova de dentes elétrica da Oral B que agora tem um app para personalizar a forma como lava os dentes.

Escovas de dentes elétricas não são novas e já têm uma adopção mainstream – o que é diferente é a qualidade de informação que agora conseguimos ter através da ligação por Bluetooth da escova à app e se quiser, até ao seu dentista.

É que a maioria das pessoas aplica demasiada pressão na escova e lava os dentes por muito pouco tempo – o ideal é 2 minutos por sessão.

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Filmado na MWC 2014 com uma Canon Legria Mini. Disclaimer: a Canon Portugal emprestou-me duas Legria Mini para experimentar sem qualquer compromisso ou incentivo. Ambas foram devolvidas.

MWC2014Live

Cliente Que Comprou Publicidade no Facebook Revela Uma Fraude Global

Já várias vezes questionamos a eficácia da utilização do Facebook para marketing. Sim, devemos estar onde os nossos clientes estão, e sim, eles estão todos no Facebook. Mas as regras têm mudado e quem acaba por sofrer são as marcas e criadores de conteúdo.

O numero de Likes é importante mas infelizmente tem um valor incomparável com o que existia antes – o fã. Este é um case study que comprova qualidade é sempre melhor que quantidade.

Facebook não só está a sofrer com o seu sucesso, com mais de 1,3 mil milhões de utilizadores, como também está a ter serias dificuldades em lidar com a falta de espaço para publicidade. Mas pior, o seu sistema é disfuncional.

Não tenho problema em pagar para publicitar a minha página. Compreendo e faz sentido. Estou a criar uma comunidade. Com a qualidade do conteúdo o crescimento dessa comunidade acaba por ser tão orgânica como paga. Mas o problema reside no facto que tive, como todos os outros, de começar a pagar, para que aqueles que tinha pago para ter como seguidores, conseguirem ver o que publico.

Enquanto lidávamos com o problema de ter de pagar para verem o nosso conteúdo, nunca imaginamos que ao comprar publicidade no Facebook, ao Facebook, iríamos ter seguidores do Egito, Índia, Filipinas, Paquistão, China e todos os outros países onde existem pessoas que são pagas simplesmente para clicar em Likes.

Confuso? Nem por isso, pois Derek Muller, um Youtuber/blogger e cientista, explica bem este novo fenómeno. Supostamente, ao comprar uma campanha no Facebook, em vez de ir aos serviços que vendem Likes, a qualidade de seguidores deveria ser alta – ou seja aqueles que têm na verdade interesse na sua página.

Estes Click Farms, empresas que vendem likes, instruíram os seus exércitos de “likers” a clicar nos anúncios do Facebook. Pode parecer contra produtivo – clicar sem que sejam pagos? Sim. É que assim evitam ser apanhados pelos algoritmos do Facebook.

Quanto mais likes eles clicarem, mais diluem a sua presença nociva no mercado negro de compra de likes. Esta estratégia só dificulta o trabalho aos engenheiros do Facebook dado que o comportamento é aleatório. Enquanto clicam para clientes seus, vão clicando noutros, através de anúncios, para não se destacarem.

Pior ainda é que com elevados números de Likes de contas falsas, mais difícil torna-se chegar aos verdadeiros utilizadores dado que o Facebook continua a sufocar a mangueira – permitindo uma pequena fração de seguidores a receberem os seus posts nos seus feeds.

Na realidade, todos estes Likes têm sido benéficos para o Facebook, isto claro até alguém se ter apercebido e agora que o problema foi identificado, Facebook vai ter sérios problemas de credibilidade caso não consiga resolver, ou pelo menos atenuar, esta fraude.

A pergunta agora é, o que é mais barato, comprar Likes a uma empresa que presta este serviço ou ao próprio Facebook?

A resposta do Facebook demonstra a gravidade da situação mas a ultima frase também demonstra uma certa negação, acreditando que com alguma sorte, os utilizadores irão esquecer esta noticia. Os gatos voltaram a salvar o dia.

Fake likes don’t help us. For the last two years, we have focused on proving that our ads drive business results and we have even updated our ads to focus more on driving business objectives. Those kinds of real-world results would not be possible with fake likes. In addition, we are continually improving the systems we have to monitor and remove fake likes from the system.

Just to be clear, he created a low quality Page about something a lot of people like – cats. He spent $10 and got 150 people who liked cats to like the Page. They may also like a lot of other Pages which does not mean that they are not real people – lots of real people like lots of things.

O Problema Com o facebook

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In Washington Post

Sochi 2014: Não Esperem Qualquer Privacidade

Na minha primeira e ultima visita a DefCon, a maior conferência de hackers em Las Vegas, segui o conselho que me tinham dado – não ligar wireless de qualquer dispositivo. Fui mais longe, nunca liguei o meu smartphone e deixei o meu Mac no hotel desligado. É que um dos desafios para quem lá está é entrar nos dispositivos dos “virgens“, ou menos atentes, e projetar toda a informação privada para todos verem, e gozarem. Afinal é uma conferencia de hackers para hackers.

Agora chega um outro conselho – para quem vai assistir ou participar nos jogos olímpicos na Rússia, Sochi 2014 – não será se, mas quando, o(s) seu(s) dispositivo(s) serão comprometidos. Na realidade este aviso é válido para qualquer pessoa que visite a Rússia, mas na era da partilha, este evento tornou-se um alvo perfeito para todos os hackers Russos.

US State Department é mais direto – ninguém deverá ter qualquer expectativa de privacidade ao sair do avião na Rússia, incluindo nos hotéis.

A NBC News enviou um jornalista para testarem a vulnerabilidade dos dispositivos. Num café, antes de terem recebido o café, já o seu smartphone tinha sido comprometido. Normalmente, os hackers necessitam de descarregar malware para o dispositivo para ter acesso a toda a informação. Mas como verificaram, o smartphone começou a descarregar algo sem qualquer instrução do utilizador. Foi.

Depois seguiram dois computadores ligados ao WI-FI do hotel no quarto – um PC e um Mac. Ambos foram atacados em pouco tempo – 24 horas. Todo o equipamento era novo.

Sochi Hackers

Na realidade existem formas de precaver e de manter os dispositivos relativamente seguros, assumindo que os utilizadores têm conhecimentos para o fazer e têm o devido cuidado quando navegam e ligam-se para lerem emails ou para verificarem as suas contas online.  A maioria não sabe, nem vai se aperceber, transmitindo dados para servidores Russos muito depois de saírem da Rússia.

Na realidade, o melhor conselho é mesmo não ligar ou utilizar o equipamento. Provavelmente uma excelente oportunidade de gozar a beleza dos jogos olímpicos sem distrações desnecessárias. Isto se não tiver num hotel de 5 estrelas onde o esgoto sai pelas torneiras, empregados entram nos quartos sem aviso para terminarem algumas instalações, faltam lâmpadas, etc.

Normal se tivermos em conta que só gastaram $ 15 mil milhões de USD nestes jogos, os mais caros de sempre.

LookBack – Veja Toda a Palha Que Partilhou no Facebook

Não é a primeira vez que o Facebook decide nos dár uma forma de rever o ano que passou em formato de timeline. Mas no seu 10º aniversário, Mark e a sua equipa foram mais longe.

Basta ir a http://www.facebook.com/lookback para ver um vídeo em HD com um apanhado de todas as pérolas que partilhou com o mundo através da sua conta. Para alguns, aqueles que nunca perceberam questões de privacidade e segurança, esta experiência será certamente um momento emocional. Alguns de nós ainda nos lembramos do projetor de slides com fotografias de quando éramos mais novos. Os nossos pais, com as lágrimas nos olhos, esquecendo momentaneamente aquelas vezes que lhes visemos a vida negra.

Para outros, que não partilham nada pessoal, será um momento de reflexão – que a vida é curta e passamos demasiado tempo a partilhar palha.

Seja como for, é impressionante ver uma empresa lidar com este desafio de engenharia – como criar vídeos em HD e fazer streaming, para os seus mais que mil milhões de utilizadores.

Pena não conseguir guardar, gravar ou até partilhar o vídeo. Estará ai uma mensagem subliminar?